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Edição de terça-feira , 11 de dezembro de 2018.

A experiência dos velhinhos



Charge de Gerson Kauer

Imagem da Matéria

É uma agência seleta de um dos bancos porto-alegrenses. Uma vovó, 65 anos ou mais, chega a um dos caixas para atendimento presencial.

Acompanhem o diálogo:

- Bom dia, quero sacar 50 reais.

- Lamento, mas aqui no caixa o saque mínimo é de 200 reais. Para valores menores, a senhora tem que ir no autoatendimento.

- Mas eu não sei usar as máquinas.

- Desça ao andar térreo. Ali, a funcionária que está junto aos caixas eletrônicos poderá lhe ajudar.

A idosa senhora fita o atendente de caixa e, em segundos, encontra a solução:

- Apesar do meu direito líquido e certo de retirar apenas 50 reais, eu aceito sacar os 200 que o senhor me impõe por causa da cartilha do banco.

Ela recebe então o dinheiro e o caixa pergunta se ela “deseja mais alguma operação”.

- Sim, quero fazer agora um depósito de 150 reais!

O bancário fica constrito por alguns segundos, mas se rende à argúcia da cliente. Faz a nova operação, recebendo 150 reais de volta, e entregando o papelucho do depósito.

Antes de sair, a senhora fita de novo o atendente e deixa as coisas bem claras:

- Melhor que tenha havido a solução pacífica, porque senão eu tocaria uma ação contra o banco. Meu filho é advogado e tenho um neto que é estagiário no tribunal e com eles aprendo os meus direitos.

O caixa fica quieto, a idosa afasta-se dois passos, e arremata irretorquível:

- Não se brinca com a experiência dos velhinhos!

Nada mais diz, nem lhe é perguntado. O caixa, no mesmo dia, relata por escrito à superintendência regional, “como sugestão para a revisão de conceitos e a fim de evitar confrontos com clientes”...


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