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Edição de sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019.
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Pinto pequeno (o outro...) como tema central de uma condenação judicial da Oi Telefonia



Foto Camera Press

Imagem da Matéria

  Oi, seu pinto é pequeno...

Uma inusitada situação em meio ao enorme volume de condenações das empresas de telefonia do Brasil.

Um cidadão carioca reclamou à Anatel que não conseguia registrar sua inconformidade contra os maus serviços do 103-14 da Telemar Norte-Leste, porque sempre era submetido a incontáveis minutos pendurado no telefone, ouvindo a irritante musiquinha eletrônica. Pois o usuário sofreu inaceitável represália.

Era madrugada, tocou o telefone dele, o homem acordou, atendeu e teve que escutar impropérios: “Sei que seu pinto é pequeno, e que você tem ejaculação precoce porque a sua mulher é feia”...

E por aí se foi a desaforada voz. Só que o despropositado telefonista ofensor não imaginava que o desconsiderado cliente estivesse gravando.

O caso foi a juízo com a gravação de áudio e a empresa foi condenada, na semana passada, pela 9ª Câmara Cível do TJ do Rio, a pagar R$ 6 mil de reparação moral. A indenização é pequena (talvez irônica similitude com o pinto...) e tal valor não desestimula os habituais maus serviços.

A propósito, Telemar Norte-Leste vem a ser a razão social da notória Oi Telefonia.

  Procura-se!

“Lula, preso há oito meses, tem reclamado ultimamente da falta de visitas íntimas”.
(De uma idônea voz da “rádio-corredor” da OAB do Paraná, ontem).

 Arrumando o quê?

O ex-governador do Rio Anthony Garotinho está, desde o dia 19, prestando serviços comunitários, três vezes por semana, no Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro. É a pena que cumpre pela condenação, por calúnia, em uma ação penal decorrente de representação do juiz federal Marcelo Leonardo Tavares, que antes havia aplicado uma sanção criminal a Garotinho.

Supostamente pretendendo dar o troco, o notório político, em duas publicações em seu blog, em 2011 e 2012, acusou o magistrado de “corrupção passiva e prevaricação”.

Como se sabe, a psiquiatria é o “ramo da medicina que cuida do estudo e tratamento dos distúrbios mentais”.

Dizem que Garotinho trabalha nove horas arrumando a biblioteca do hospital psiquiátrico.

A conferir. (Proc. nº 0502038-31.2015.4.02.5101).

  Vox Populi

· “A ex-presidenta Dilma afinal é RÉUA de uma ação penal”.

· “Dia 1º de janeiro entra em vigor a norma ´RuaNeles´, que será a nova versão da Lei Rouanet”. (Ambas das redes sociais).

  Do baú do Espaço Vital

A propósito do segundo tópico aí de cima, a Lei Federal de Incentivo à Cultura é a denominação dada à Lei nº 8.313 de 23 de dezembro de 1991. Sancionada pelo então presidente Fernando Collor, a lei instituiu o Programa Nacional de Apoio à Cultura - PRONAC, estabelecendo, naquele momento, as políticas públicas para a cultura nacional.

Foi batizada também de Lei Rouanet, em homenagem a Sérgio Paulo Rouanet, seu criador e secretário de cultura da Presidência da República de então. Ele é membro da Academia Brasileira de Letras desde 1992.

Enquanto a Lei Rouanet não é alterada tem gente ainda conseguindo fazer safra gorda. Há um mês e quatro dias para o que der e vier.

 Black Friday (1)

Para quem não entende os descontos da Sexta-Feira Negra, a pertinente explicação foi atribuída, no Youtube, à ex-presidente Dilma, com a ressurreição ali de um vídeo, da Tv Senado, em que ela tentava, em vão, explicar as pedaladas fiscais que a levaram ao impeachment.

Ela disse assim: “É 30% de 25%, ou 30% de 30%. Portanto não é 30%. Está entre 7 e meio ou um pouco mais, 12%. Não se trata de 30%”. Ninguém entendeu, claro.

Para rememorar a pândega, é só procurar na internet por “Dilma 30% de 30%”. Ou clicar aqui.

• Black Friday (2)

Com raríssimas exceções, é tudo pela metade do dobro do preço. E tem otários para comprar”.

(De um conselheiro da OAB gaúcha, ao desistir de comprar, na sexta-feira, um terno de lã fria que, numa loja do Shopping Praia de Belas, estava maquiada - “com desconto de 50%”.

Era exatamente o mesmo preço de uma semana antes.

 Lá foram eles...

A Câmara Federal bancou, há duas semanas, um workshop de “negociação” para funcionários em Massachusetts (EUA), ao preço de 58.632,97.

Uma fonte do jornalista Ricardo Boechat detalhou para a revista IstoÉ: o gasto foi feito no cartão corporativo utilizado pelo analista legislativo Rafael Parisi Ribeiro, que tem um salário de R$ 27.813,02.

Em outro cartão, o funcionário Lucas Veiga Arruda realizou despesas com dois cursos no valor de R$ 35.439,16, também nos EUA.

Se todo brasileiro tivesse as regalias de alguns servidores do Congresso a vida seria outra.

 Utópicos e intocáveis

O novo governo deve olhar com atenção para as agências reguladoras, mudando algumas regras de seu funcionamento. Em 2018, o Palácio do Planalto indicou 14 pessoas para esses órgãos, a grande maioria apadrinhada pelo MDB, PP e PR.

Sabatinados pelo Senado, uma vez nomeados, os dirigentes voltam ao Congresso quando querem. E, em geral, não querem...

A lei que rege as agências proíbe que ele sejam convocados por senadores – podendo apenas ser convidados. E quando o são, a praxe é enviar um subordinado. A prestação de contas ao Legislativo dos atos praticados pelos dirigentes é utopia.


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