Ir para o conteúdo principal

Edição de terça-feira , 11 de dezembro de 2018.
https://espacovital.com.br/images/jus_azul_foto1.jpg

A esperança é que Renato, Duda e Romildo tenham colhido lições



Arte de Camila Adamoli sobre foto (Coolturalblog.wordpress.com) da reedição cinematográfica da obra, em 1996

Imagem da Matéria

Com 2018 na poeira, restou ao menos a Libertadores de 2019, sem precisar subir às montanhas bolivianas ou jogar contra o Tolima nas profundezas da Colômbia. O Grêmio atirou fora o Campeonato Brasileiro, o que se pode ver pelos pontos desperdiçados pela opção de jogar com o terceiro time, às vezes com o segundo, e, raramente, com o primeiro.

Do ano em que o Grêmio ganhou o Gauchão e a Recopa, mas perdeu três disputas, a esperança é que a direção e Renato tenham colhido lições para evitar a repetição de erros em 2019.

Eis os dilemas que devem ser solvidos pelo trio RDR (Renato, Duda, Romildo):

· Ser ou não ser campeão brasileiro?

· Interessar-se, ou não, pelo maior campeonato do mundo? (A propósito, a quanto tempo o Grêmio não ganha o Brasileirão?)

· Pagar títulos ou ganhar títulos?

· Vender bons jogadores ou ficar com os ruins? Um Everton vale quantos Jaels (ou Jaeis)? Um Everton vale quantos Andrés(es)? Um Everton vale quantos Marinhos?

Veja-se o “dilema” que ouvi domingo: trocar Marinho por Juninho Capixaba? Isso é dilema? Não se ganha nada nem com um, nem com o outro. Pensar pequeno é isso aí.

Eu quero que o Grêmio pense grande!

D’onde exsurge outro dilema: o que fazer com bondes como como Bressan, Marcelo Oliveira, Kaio, Douglas (já não dá), P. Miranda, Madson, e o próprio Jael? A lista é grande.

Apostar ou não apostar nos jovens das categorias de base? Dar ou não dar uns cascudos nos cascudos que barram a subida dos jovens?

Em 2019 o Grêmio deve poupar ou não deve poupar atletas como o fez em 2018? Vai começar o chororô de novo? A torcida (a parte que não é chapa branca, é claro) já não aguenta esse mantra: “Ah, o calendário; ah, o excesso de jogos; ah, os fisiologistas disseram; ah, as câimbras do P. Miranda”...

Valha-me Shakespeare! O dilema de Hamlet era muito mais difícil. Por aqui basta ser racional e olhar os números do campeão Palmeiras (Felipe Mello, com cartões e expulsões, jogou 32 partidas); no Grêmio, os jogadores do time titular jogaram, na média, 22 dos jogos do Brasileirão.

No Palmeiras, os números são impressionantes (na comparação com os do Grêmio). Querem ver?

Bruno Henrique: 66/34; Felipe Melo, 58/30; Dudu 66/32; Willian 68/32 (o primeiro número é o total de jogos de cada um, em 2018 e o segundo só Brasileirão). Bingo! Binguíssimo!

Priorizar competições ou não priorizar? Eis a questão. Apostar em torneios mata-mata não é perigoso, como vimos em 2018? Ter um plantel que aguente o tranco ou fazer como a zaga de 2018? Ou optar desde logo pelo chororô?

E o dilema final: combater a IVI ou afagá-la? Eis a questão, diria Hamlet. Há mais entre o futebol e a imprensa que a vã filosofia de amantes do futebol pode explicar. Sim, esse “mais” é a IVI – Imprensa Vermelha Isenta!

IVI? Ah, isso não existe...ou, de fato, existe? A IVI existe ou não existe, perguntará um dirigente com a caveira na mão, imitando Hamlet?

Para quem repete, por puxa-saquismo ou não, o mantra “ah, isso de IVI...não existe”, recomendo ler - calmamente - a seleção do Brasileirão feita pelo Pravda da IVI da Ipiranga. Depois disso, saia dizendo “IVI, isso não existe”.

Ser ou não ser campeão brasileiro, priorizar ou não priorizar certames, vender ou não vender, ficar ou não ficar com os ruins, poupar atletas, ou escalá-los? Enfrentar a IVI ou afagá-la...

Eis as questões do Grêmio para 2019.


Comentários

Banner publicitário

Mais artigos do autor

Números e números! E o cursinho Walita da CBF!

“Para terminar o ´nhenhenhém da poupação´ de jogadores, os números do Palmeiras são arrasadores. Envergonham o Grêmio. E sabiam que o Bressan cometeu 34 pênaltis?”

Não há DU (vi) DA sobre jogadores ruins!

“O Grêmio vive uma espécie de império da opinião dos jogadores. Parece-me que eles instituíram uma “proto-ditadura”. Quem manda, afinal, no clube?”

O ´chapabranquismo´ pode ser fatal!

“Torcer é também exercer uma saudável crítica. Um clube não é como o regime da Coreia do Norte. Tem de ter racionalidade crítica. E coragem para criticar termos Douglas no banco, num jogo decisivo pela Libertadores, e não relacionar Matheus Henrique e Jean Pierre”.

Operação ´Apito Amigo´

“Cuidem-se vovô Ceará e Lisca! ´Eles´ vêm aí! (...) Dizem as redes sociais que Noveletto deu a ordem: ´Na dúvida, e mesmo sem ela, pênalti para o Inter´”.