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Edição de terça-feira, 19 de fevereiro de 2019.
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Eleições diferentes no Internacional



As amargas experiências vivenciadas no Internacional, fruto de escolhas apressadas, levaram o clube à realidade de um déficit financeiro importante. Ele é o resultado dos encargos do financiamento de uma dívida que vem sendo acumulada desde a primeira gestão Píffero e não solucionada pela modesta gestão Luigi.

Tenho insistido que não há mágica no futebol e muito menos salvador da pátria. Nada, mas nada mesmo, em um clube de futebol depende de uma única pessoa.

Essa afirmação é tão verdadeira que, caso não aceita, teríamos que concluir que as mesmas mãos que nos conduziram aos melhores momentos foram também as que nos levaram à pior episódio da nossa história.

Compadrio não é o pressuposto para a composição de uma gestão competente.

Falar a verdade com o torcedor também não é saudado como uma postura sadia. Via de regra, com maior ou menor criatividade, ao final de cada insucesso, deparamos com as mais estapafúrdias desculpas, como se o jogo visto pelos dirigentes fosse outro e não aquele visto criticamente pelos demais torcedores.

Seja no tema finanças, seja no tema formação de um time, o aspecto que maior crítica recebe do torcedor é o do trato com as categorias de base. Elas não revelam na medida necessária, atletas para o preenchimento das carências, assim como não permitem o incremento de negócios que possam fazer frente ao déficit crescente.

Não há uma sincronia estratégica entre a condução da chamada base e o time principal. Deveríamos sim, já nos primeiros passos de um atleta em formação, preencher as exigências de um perfil estabelecido com anterioridade.

Lamentavelmente, o atual vice de futebol remontou o chamado Inter B, aquele que me orgulho de ter desmontado em nome da decência.

Não há negociações promissoras para a venda de jogadores, mas apenas o emprego de expressivos pagamentos para as contratações de atletas não promissores. É um desastre que acarreta o fracasso no futebol e a difícil realidade de um vestiário caracterizado como zona de confronto.

Futebol é disputa! Disputa com os adversários e entre os jogadores pela posição. Não existirão jamais bons jogadores se o espírito reinante não for o de ambição pessoal.

É nesse aspecto que o dirigente de futebol deve atuar. Atuar estimulando o que os atletas tenham a dar de melhor em favor do clube que paga os seus salários.

Pois bem, o que não é dito e nem festejado, é que diante de uma vitória da chapa Medeiros o vice continuará sendo o Mello.

Essas eleições serão marcadas pelo ineditismo. Pela primeira vez será possível acessá-la por meio das diversas ferramentas da web. Além disso, assim como necessitamos de atitude da direção, carecemos de um planejamento prévio, escrito, um programa de atuação.

Diferentes porque o eleitor, para escolher refletirá com profundidade.


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