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Edição de sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019.

A surpreendente queda da xerife da Petrobras



Reprodução de comercial de televisão

Imagem da Matéria

Na última semana de outubro, a Petrobras propagou, via emissoras brasileiras de televisão, uma cara campanha publicitária. Falava-se, então, das medidas anticorrupção que a estatal tomou, depois das fraudes capitaneadas por políticos, empresários, laranjas e outros do mesmo time, que foram defenestradas pela Lava Jato.

Uma das estrelas da campanha da Petrobras foi Regina de Luca, ex-secretária nacional de Segurança Pública durante o primeiro governo Dilma Rousseff (PT).

A partir de dezembro de 2016 - já no governo Temer - Regina ressurgiu em Brasília e estabilizou-se como gerente de inteligência e segurança da Petrobras, onde era apelidada de "xerife da estatal". Era!

Na segunda-feira, Regina foi demitida sem justa causa e já está em cumprimento do aviso prévio.

Quem pesquisar na internet, encontrará vídeos da campanha publicitária em que a então xerife dizia convicta que "hoje podemos falar da Petrobras porque arrumamos a casa". Agora desarrumou para a xerife.

Outros detalhes

O então presidente Pedro Parente decidiu, em 1º de dezembro de 2016, trocar o comando da importantíssima Gerência Executiva de Inteligência da Petrobras, que estava nas mãos do coronel José Olavo Coimbra de Castro, ex-diretor da Abin e homem de confiança de Aldemir Bendine, atualmente preso em Curitiba.

O curioso foi que, no lugar de Olavo, assumiu a petista Regina Miki, ex-secretária Nacional de Segurança Pública de Dilma. Em comunicado interno, obtido com exclusividade por O Antagonista, a nova gerente de inteligência é identificada pelo sobrenome “De Luca”.

O nome completo dela é Regina Maria Filomena de Luca Miki. Com longa folha de serviços prestados ao PT em Diadema, Miki foi em 2007 para o Ministério da Justiça como assessora sendo promovida na gestão de José Eduardo Cardozo.

“Rádio-corredor”

Ontem a “rádio-corredor” do CF-OAB irradiou que “a conjunção revela que o PT ainda não saiu da Petrobras e que a Petrobras não saiu do PT”.

E complementou que a demissão antecipada de Regina – antes que o governo Temer acabe definitivamente - foi por solicitação da equipe do futuro governo Bolsonaro, feita diretamente ao atual presidente da Petrobras, Ivan Monteiro, que assumiu em junho.


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