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Edição de sexta-feira, 22 de março de 2019.
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As semelhanças e as diferenças entre as liminares concedidas por Rogério Favreto e Marco Aurélio Mello



Renan Barbosa - Charge de A Gazeta do Povo (Curitiba)

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Semelhanças e diferenças

- “O que há de semelhante entre Rogério Favreto e Marco Aurélio Mello?” – pergunta uma voz, na terça (19), quase noite, nos corredores da OAB gaúcha.

- “A semelhança, entre ambos, é a ferrenha convicção política partidária da necessidade de soltura do ex-presidente Lula” – responde o segundo integrante da roda.

- “E a diferença?” – pergunta um dirigente que se acerca.

Os dois primeiros coincidem na resposta uníssona:

-  A novela da lambança, escrita por Favreto, durou um domingo quase inteiro, teve vários personagens gaúchos e paranaenses e envolveu até gente que estava em férias. E teve um fim pifado.  Já o breve enredo de glória rascunhado por Marco Aurélio morreu cinco horas e meia depois num canetaço de Dias Toffoli.

Não há controvérsias. E só volta a se falar nisso depois do recesso.

Ironias do destino


Os meandros jurídicos têm dessas coisas. Coube justo a Dias Toffoli - amigo querido de Lula, que o fez famoso – manter o ex-presidente da República recluso em Curitiba, no Natal, Ano Novo, restante do verão e início do outono.

O fundamento jurídico do presidente do STF foi o de “evitar grave lesão à ordem e à segurança públicas”.

O quadro institucional fica assim pelo menos até 10 de abril. Em tal data, o Plenário do STF volta a debater o julgamento após a prisão de segunda instância.

Ciúme entre os “astros”


“Marco Aurélio mandou soltar todo o mundo e Gilmar ficou arrasado de ciúmes”.

(Da “rádio-corredor” do Conselho Federal da OAB-RS, quarta-feira (19), às 17h., antes de Dias Toffoli ter acabado com a zorra).

 Agilidade em vão

Os defensores de Lula foram pródigos em agilidade. Passavam apenas 45 minutos desde o momento (14h03) em que o ministro Marco Aurélio surpreendeu a nação com a notícia da liminar - para que um pedido em prol do ex-presidente da República fosse protocolado na 12ª Vara Federal Criminal de Curitiba às 14h48 de quarta-feira (19).

Ao cabo de dez laudas de peroração jurídica, a petição dos advogados de Lula solicitava a expedição imediata do alvará de soltura do preso mais famoso deste país.

A juíza Carolina Lebbos, responsável pela execução penal, logo passou adiante a “batata quente”.

Despachou com “vista ao Ministério Público Federal”. Ficou fácil aos procuradores federais rebater.

Em tempo (1) – A perguntinha de fim-de-semana: “Quem tem título ´Campeão da FIFA´ tem direito a cela especial?"

Em tempo (2) – O Espaço Vital entra em férias coletivas na próxima segunda-feira (24). Nosso reencontro, aqui, com os leitores será na primeira terça-feira de fevereiro. Exatamente dia 5. Até lá!


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