Ir para o conteúdo principal

Edição de terça-feira , 16 de abril de 2019.

"O uso da toga é uma tradição a ser preservada”



Chargista Angelis – Jornal O Estado de Direito

Imagem da Matéria

No verão, os advogados das cidades mais quentes pedem para ser dispensados do paletó e da gravata, indumentária que não combina com o clima brasileiro. Também não gostam de usar as becas que os tribunais lhes apresentam e que, “raramente vão a uma lavanderia” – registra a “rádio-corredor” da OAB gaúcha.

No RS, houve uma recente controvérsia sobre trajes formais, a partir de uma decisão do TRF-4 que, diferentemente do TJRS e do TRT-4, exigiu a continuidade do uso do traje formal.

A seu turno, a Associação dos Magistrados Brasileiros divulgou ontem (11), uma pesquisa realizada entre juízes, concluindo que “usar toga faz bem”.

A tabulação na pesquisa não menciona alguns componentes ímpares: os magistrados não precisam usar traje formal para se deslocar e chegar à corte; têm direito a estacionamento grátis, em geral em áreas cobertas; os foros e tribunais dispõem de ar condicionado em todas as salas e corredores.

De todos os magistrados ouvidos pela AMB, 90% deles concordam com a frase "O uso de toga/capa é uma tradição a ser preservada durante a realização das audiências". Mas só metade dos juízes de primeiro grau gosta da indumentária.

Entre desembargadores, os pró-toga são 88%. E entre ministros dos tribunais superiores, 95%.

A toga era uma peça de vestuário característica da Roma Antiga, não exclusiva dos julgadores. De início, apresentava uma forma retangular e curta. Mais tarde, passou a ser semicircular, tendo seu tamanho aumentado consideravelmente: chegou a atingir aproximadamente 6 metros no lado reto e 2 metros de largura. Por isso, era difícil de usar; assim os romanos mais ricos possuíam mesmo um escravo encarregado de ajudar nesta tarefa (ele era chamado de “uestiplicus”).

A toga era a marca distintiva do cidadão romano, sendo proibido o seu uso aos estrangeiros e escravos. As mulheres romanas também utilizaram a toga, mas gradualmente adotaram a estola (uma espécie de vestido); a partir da época da República a toga passou a ser usada apenas pelas mulheres condenadas por adultério.


A PALAVRA DO LEITOR

Se você quiser comentar ou esclarecer alguma notícia, disponha deste espaço.
Sua manifestação será veiculada em nossa próxima edição.

Comentários

Banner publicitário

Notícias Relacionadas

Arte de Camila Adamoli / Visual Hunt

Quatro decretos legislativos para suspender aumento automático dos salários das carreiras jurídicas

 

Quatro decretos legislativos para suspender aumento automático dos salários das carreiras jurídicas

Sem a aprovação de leis, o Poder Judiciário, o Ministério Público, a Defensoria Pública e o Tribunal de Contas – todos do Rio Grande do Sul - concederam aumento de 16,38% para todos os seus membros. O impacto anual é de R$ 250 milhões, suficiente para – durante um ano – pagar 5.000 policiais militares e 6.000 professores.