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Edição de sexta-feira , 17 de maio de 2019.
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Por que não há mais cobradores de faltas?



Arte de Camila Adamoli sobre foto Fabrigimno e caricatura de Cássio Manga

Imagem da Matéria

Olhando o jogo Grêmio x Brasil, fiquei impressionado com as faltas batidas. Batidas? O jogo do Inter, a mesma coisa... Fluminense x Vasco, idem. Ao final do jogo em Pelotas, o Brasil teve uma falta ao seu favor aos 45 minutos. No canto da área. Cobrança patética. Bizarra. Bisonha.

Venho observando esse fenômeno de há muito. Conversei muito com um treinador, dele cobrando: “Poxa, por que não treinam mais cobranças de faltas?”. Antigamente havia excelentes cobradores. Decisivos. Agudos.

Quando eu jogava futebol (semi) profissional, ficávamos treinando após os treinos, já à noitinha. Lembram da barreira móvel, de madeira? Onde estão essas barreiras? Recordo das imagens e das reportagens sobre os jogadores que ficavam até o escurecer, treinando cobrança de faltas.

Disse-me o treinador a que me referi acima que os fisiologistas “não recomendam”. Repetição de esforço na mesma perna pode prejudicar... Hum, hum, respondi. Mas, antigamente também não prejudicava? Por que essa frescura de hoje? Ou de fato não há treinamentos porque isso não interessa a ninguém?

Proponho a volta de fortes treinamentos de cobranças de faltas. Prego a volta das barreiras de madeira. Quero ganhar jogos com gols de falta. Quero gols tipo Tadeu Ricci, Marcelinho Carioca, Rivelino, Nelinho, Anderson Lima e tantos bons cobradores.

Um jogador de golfe treina o dia todo tentando acertar o buraco. No vôlei treinam a cortada. No basquete treinam uma coisa óbvia: acertar a cesta.

Então por que no futebol não se treinam coisas óbvias como acertar o gol? Por cima de uma barreira, claro!

Tiger Woods, notório jogador de golfe nos EUA, considerado um dos melhores em todos os tempos, diz: “Engraçado, quanto mais eu treino, mais bem eu jogo”. Bingo! Fosse eu treinador, dedicaria 45 minutos no final do dia para treinamento de cobranças de faltas. Introduziria a barreira de madeira. Faria com que o adversário tremesse de medo a cada falta. Meio gol, como se dizia antigamente. Simples assim.

Espero que os fisiologistas, na sua ditadura cotidiana (por que poupamos jogadores aqui mais do que na Europa?) não impeçam o Grêmio de começar, de imediato, um duro treinamento de tentativas de acertar o gol. Isso. Vamos fazer como faz a IVI e sua novilíngua.

Vamos chamar cobranças de falta com outro nome: ´Arremessos que sobrepujam um obstáculo humano, com o objetivo de ultrapassar o espaço formado por três traves, evitando que o goal keeper intercepte o esférico´. Binguíssimo!

Se me disserem que todos os dias há treinamentos desse tipo nos grandes times, então é porque, de fato, fracassamos. Não há mais talentos. Desaprendemos. Mas, a minha tese é de que o que existe, mesmo, é falta de treinamento.

Baú do Jus Azul – No Grêmio já começam movimentos políticos para permitir que Romildo Bolzan – em função de bons resultados administrativos e políticos - concorra a mais uma reeleição. Passa pela prévia mudança dos estatutos.

Essa conjunção me levou a rebuscar arquivos que guardam frases reprimíveis da IVI. Pois encontrei – acreditem! - uma avaliação perolar, postada no Clic RBS em 14 de fevereiro de 2015 - logo abaixo da vistosa fisionomia de David Wagener Coimbra, notória proeminência da Imprensa Vermelha Isenta.

Ele escreveu assim:

“Não conheço esse Romildo Bolzan, que
botaram na presidência do Grêmio. Só
sei que ele é político. E que, pelo que vem
fazendo no clube, pode entender de clube,
mas não entende de futebol.
Se o Grêmio tiver sorte, ele vai imitar o
político do Inter, Jarbas Lima, e desistir.
Enquanto é tempo”.

Pois é, Romildo tomou posse em 10 de dezembro de 2014 e não preciso me alongar sobre os êxitos de suas duas gestões.

Entrementes, penso que o David Coimbra viajou. Afinal, é dele, entre outras obras, o romance Viagens.


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