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Edição de sexta-feira, 22 de março de 2019.
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Fundada a AVI – Arbitragem Vermelha Isenta ...



Arte de Camila Adamoli sobre imagens Camera Press e Visual Hunt

Imagem da Matéria

O apito amigo segue. Agora já é a festa do “apito amigo nobre”. Nobilíssimo. Festa sem pudor. Sem vergonha alguma.

A arbitragem gaúcha não tem jeito, mesmo. Depois das desastrosas (eufemismo meu) arbitragens de Anderson Daronco (pênalti surrupiado em Inter x Veranópolis), Leandro Vuaden (Grêmio x São Luiz), Vinicius Amaral (pênalti surrupiado a pontapés do Juventude, lá em Caxias), Jonathan Pinheiro (pênalti em Kanneman surrupiado), surge um novo integrante da AVI (Arbitragem Vermelha Isenta), sucursal da IVI (Imprensa vermelha isenta), sustentada pela CIA (Comentaristas Isentos de Arbitragem).

Trata-se de Daniel Nobre Bins, também muito jovem árbitro que, de forma escandalosa, marcou um pênalti contra o Avenida.

Engraçado (ou trágico) é que, em um primeiro momento, o ex-árbitro (agora empregado da CIA), Marcio Chagas, disse que fora pênalti. Até o narrador Mario Marcos de Souza disse que não foi. O mundo todo disse que o pênalti foi inventado. Depois o integrante da CIA se dobrou, dizendo não ter sido pênalti.

Lendo o PRAVDA pela manhã, órgão oficial da IVI, nem uma palavra sobre o escandaloso pênalti em Santa Cruz do Sul. O produtor da matéria do jogo Avenida x Inter apenas disse, na página 7: “Apesar das dificuldades em campo, o Inter teve um pênalti a seu favor”. E ponto. Bingo. Ou seja, nada de anormal. Baita jornalismo isento!

Vou insistir: não dá para ter arbitragem gaúcha no próximo Gre-Nal e em nenhum Gre-Nal. A jurisprudência mostra que a AVI (Arbitragem Vermelha Isenta) vem beneficiando claramente o Inter, e prejudicando o Grêmio e também os times do interior. O Veranópolis pode cair por causa do pênalti sonegado. Indignai-vos, parafraseando o velho combatente francês.

A arbitragem está passando dos limites. E o cinismo com que os erros são tratados é outro fator preocupante. O jornalismo esportivo sai pela janela e entra o clubismo, disfarçado ou não. Pênaltis como os cometidos por Cuesta e Moledo e o inexistente contra o Avenida (afora os outros já falados aqui no Jus Azul) deveriam ser motivo de sérios comentários na imprensa. Mas, não. Os lances, quando são comentados, são epitetados como “polêmicos”, segundo a novilíngua da IVI e CIA.

Além disso, o jogo contra o Avenida mostrou que o novo queridinho da IVI é Nonato. Bateu nos jogadores do Avenida, a ponto de até o Marcio Chagas dizer que já no primeiro tempo deveria ter recebido cartão amarelo. Tivesse recebido amarelo, no segundo tempo seria expulso.

E o Nobre Bins nada viu. Só viu o pênalti. E não viu um escanteio aos 48 minutos do segundo tempo. Só ele não viu. Foi constrangedor. Como constrangedora foi a arbitragem (nobremente vermelha) de Nobre Bins.

Algo precisa ser feito! Grêmio e clubes do interior: indignai-vos. E estocai comida. O caos da arbitragem aumentará.


Comentários

Marcio Wilkm - Exilado Em Mato Grosso 26.02.19 | 12:11:36

Eu assisti o jogo e ouvi na Radio Grenal, a que chega aqui com 7 ou 8 segundos de atraso, as outras 25 a 30 segundos de dekay pela internet, e o comentarista de arbitragens de lá, um tal de "Não sei o que Real", cravou que foi pênalti, ante e depois de ver o replay. Eu não aguentei e usei o Whatts para reclamar, e não é que o cara respondeu, ficou ofendido, escreveu que não se deve chamar um árbitro de "lixo", e a cada intervenção sua, bradava que foi pênalti, foi pênalti. É a IVI em ação...

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