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Edição de sexta-feira , 17 de maio de 2019.
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A primeira advogada negra no Conselho Seccional da OAB gaúcha



Arte de Camila Adamoli sobre foto de Lucas Pfeuffer

Imagem da Matéria

• O conhecimento como herança

Nos seus 86 anos de história, a OAB-RS tem, pela primeira vez, uma negra como integrante de seu Conselho Seccional: é a advogada Karla Meura, 37 anos, solteira. Ela é a filha de mais idade de Regina Helena Meura e Carlos Roberto da Silva. Nasceu em Porto Alegre, no Bairro Restinga, onde morou até os 6 de idade.

Meus pais sempre se preocuparam em garantir a minha formação escolar, pois não tiveram as mesmas oportunidades educacionais que me proporcionaram. Cresci ouvindo deles que a única herança que poderiam me deixar é o conhecimento. Com este valor básico estou construindo a minha trajetória de vida” – contou ela ao Espaço Vital.

No órgão de classe em que, desde sexta passada (22) também está trabalhando pelo fortalecimento da advocacia, Karla terá uma prioridade: “Convidar o Sistema de Justiça do Brasil a debater com profundidade os temas concernentes às questões raciais”.

O fato de ser a primeira mulher negra a compor o Conselho Seccional da Ordem gaúcha é – segundo Karla – “fruto de um trabalho coletivo”. Ela admite não ter chegado sozinha ao novo cargo: “Trago comigo a construção de muitas advogadas negras que me antecederam e abriram espaços, dignificando a advocacia e trabalhando em prol de toda a classe”.

Avante! Anotem o nome!

• ´Saliência´ nos vagões

Amanhã (27) o STJ decide, em recurso repetitivo, se cabe às concessionárias de metrô e trens indenizarem passageiras (os) vítimas de assédio sexual nos vagões – ou se as pessoas lesadas devem acionar diretamente os assediadores.

O maior número de casos ocorre em São Paulo: um assédio a cada dois dias.

•  Das redes sociais

Uma advogada gaúcha, 50 de idade, vai a um dermatologista em busca de uma melhora visual. “Como faço para retardar meu processo de envelhecimento?” – pergunta.

O médico responde rápido, com pertinente ironia: “Faça com que seu processo de envelhecimento seja julgado pelo Supremo Tribunal Federal”.

• ´Dano moral´ ...

Sabe o notório Lucio Funaro, beneficiado pela prisão domiciliar até o próximo 20 de dezembro de 2019?

Pois o doleiro que ajudou Eduardo Cunha a assaltar o Brasil encomendou a seus advogados o ajuizamento de uma ação por dano moral contra o Banco Regional de Brasília, titulado pelo Governo do Distrito Federal. Tudo porque o BRB, de uma hora para a outra, encerrou a conta do argentário cliente.

Pelo acordo premiado, Funaro não poderá sair de casa em Vargem Grande do Sul, a 240 quilômetros ao norte da capital de São Paulo, exceto se receber autorização judicial para atividades específicas, como ir ao médico ou estudar em uma instituição de ensino.

Depois desse período inicial, Funaro cumprirá mais dois anos em regime domiciliar semiaberto, podendo sair durante o dia para trabalhar; a partir de dezembro de 2021 serão outros dois “penosos” anos, em regime domiciliar aberto, com restrições mínimas.

•  Saiu da pilha!

Lembram da ação penal que sacudiu São Lourenço do Sul (RS), com condenação de primeiro grau de um ex-juiz gaúcho, o pai dele (advogado), o ex-assessor do magistrado (agora advogado) e mais um casal de advogados?

Pois o bolo judicial - que já tem mais de nove anos, muito papel (50 volumes) e algumas chicanas - voltou a andar.

Após uma modorrenta estadia dos autos num escaninho da secretaria da 4ª Câmara Criminal, o desembargador relator Rogério Gesta Leal indeferiu o último requerimento da defesa de um dos recorrentes. O relator logo determinou que as partes fossem intimadas. Em seguida, os autos deveriam “voltar conclusos para julgamento”.

Isso foi no dia 14 de fevereiro. Hoje já é 26. Na sexta (1º.3) é véspera de carnaval, depois vem o reinado de Momo.

Madame Tartaruga, preocupada, está acompanhando. (Proc. nº 70079034575).


A PALAVRA DO LEITOR

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Sua manifestação será veiculada em nossa próxima edição.

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