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Edição de terça-feira , 13 de agosto de 2019.

Bolsonaro anuncia o fim das lombadas eletrônicas em todo o país



O presidente Jair Bolsonaro retomou, ontem (7), à noite, as transmissões ao vivo em sua página no Facebook, expediente utilizado com frequência durante a campanha eleitoral. Foi a primeira manifestação do presidente da República após a repercussão negativa da declaração dada em um evento militar, no Rio de Janeiro, em que afirmou que “democracia só existe se as Forças Armadas quiserem” e também após a publicação de vídeo obsceno protagonizado por dois homens.

No pronunciamento, Bolsonaro afirmou ainda que, breve, o país não terá mais lombadas eletrônicas em suas vias. “Há uma quantidade enorme de lombadas eletrônicas no Brasil. É quase impossível viajar sem receber multa. E a gente sabe, ou desconfia, que o objetivo não é reduzir acidente” - disse.

Segundo ele, os equipamentos que estão em funcionamento serão mantidos até o final dos contratos. Também afirmou que não será permitido às concessionárias de rodovias utilizar valores que deveriam, por contrato, ser direcionados à manutenção para a instalação de lombadas.

O presidente também informou que o projeto já anunciado para aumentar o período de validade da carteira de motorista de cinco para 10 anos está em fase final de elaboração, no Ministério da Infraestrutura.

Ao comentar a declaração sobre democracia e o papel das Forças Armadas, Bolsonaro recorreu ao principal conselheiro de seu governo, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, que esteve ao seu lado no vídeo transmitido do Palácio do Planalto. Ele questionou o militar se sua fala “estaria em um caminho errado”. A resposta de Augusto Heleno foi esta:

- “Não, claro que não. Não tem nada de polêmico. Ao contrário, foram palavras ditas de improviso (...) colocadas para aqueles que amam a sua pátria, que vivem diariamente a manutenção da democracia e liberdade, caracterizando e exortando-os para que continuem fazendo o seu papel” — asseverou Heleno.

Ao retomar a palavra, Bolsonaro iniciou sua defesa da reforma da Previdência, afirmando que os militares serão incluídos nas modificações, mas “respeitando as especificidades” do serviço. Ele afirmou que o principal objetivo é combater privilégios e, apesar da soberania do Parlamento, espera que a reforma “não seja muito desidratada”.

Prevenção ao assédio

Entre risos, Bolsonaro ironizou a iniciativa do Banco do Brasil de promover conhecimentos sobre diversidade e prevenção de assédios moral e sexual para um concurso de assistente técnico. Ele afirmou que “ninguém tem que fazer curso sobre isso”, já que seria uma questão de “educação”. Após aconselhar eventuais prejudicados que não se encaixariam à regra a procurarem a Justiça, reclamou:

- “A gente dá risada aqui, mas não pode ser assim, pelo amor de Deus”.

A transmissão, que ainda contou com a presença do porta-voz da Presidência, general Rêgo Barros, foi encerrada com uma mensagem às brasileiras. Ao mandar um abraço à mãe, Dona Olinda, fez alusão ao Dia Internacional da Mulher, comemorado nesta sexta-feira (8).


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Sua manifestação será veiculada em nossa próxima edição.

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