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Edição de sexta-feira, 22 de março de 2019.
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Os dias de intensa provação da mais famosa Miss Brasil de todos os tempos



Blog Misses na Passarela (reprodução)

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 Páginas da vida

Os leitores da dita “melhor idade” certamente lembram bem da baiana Martha Rocha, atuais 82 de idade, a mais famosa Miss Brasil da nossa História, que deslanchou a partir dos 18 de idade, em 1954. Pois uma postagem dela no Facebook durante a semana do carnaval quase passou desapercebida.

Dizia assim: “Fui morar numa casa de idosos por questões financeiras. Mas não me sinto diminuída ou humilhada por isso – e minha dignidade segue sem máculas”.

Com o dinheiro escasso, ela chegou até a pedir pensão alimentícia a uma filha, fruto do relacionamento com o empresário Ronaldo Xavier de Lima, seu segundo marido.

Antes, Martha foi casada com o banqueiro português Álvaro Piano que faleceu em um acidente aeronáutico, quando ela tinha 23 de idade.

Nosso respeito a Maria Martha Hacker Rocha. Ela ficou em 2º lugar no concurso realizado nos EUA e diz a lenda que a perda do o título de Miss Universo para a americana Miriam Stevenson se deu por causa de duas polegadas a mais nos quadris. O segundo lugar deu a Martha a fama absoluta. Depois do concurso, ela tornou-se referência nacional de beleza.

 Duas invenções brasileiras

A história das duas polegadas foi uma invenção de jornalista João Martins, da revista O Cruzeiro, do Rio de Janeiro para consolar o orgulho brasileiro. Tudo foi combinado com os demais jornalistas do Brasil que estavam em Long Beach, na Califórnia. A própria Martha autorizou a versão, conforme consta em sua autobiografia.

Como fato curioso, em 1956 a Chevrolet lançou no Brasil a picape 3100 com duas polegadas (5 cm) a mais na distância entre eixos que nos modelos convencionais. O veículo é ainda hoje apelidado de Marta Rocha.

A partir de 1996, Martha Rocha passou a aparecer em júris de concursos de beleza, tornando-se a primeira miss a cobrar cachê para tanto. Em uma entrevista publicada em abril de 2006 pela revista IstoÉ, Martha explicou que “era uma necessidade”. É que, no ano anterior, ela perdera todo o dinheiro que tinha com a falência de uma instituição financeira (a chamada Casa Piano) comandada à época por um de seus familiares no Rio de Janeiro.

Em 2000, descobriu ser portadora de câncer de mama após assistir a uma reportagem televisiva sobre mutirões de saúde que promoviam o autoexame. A partir daí, Martha passou a ter outro estilo de vida. Nessa época, mudou-se do Rio para Volta Redonda, onde reside um de seus filhos do primeiro casamento.

 Abril, em março

A venda da Editora Abril terá seus ajustes finais formalizados ainda neste março. Mas, a família Civita fez questão de exigir uma cláusula resolutiva.

O dispositivo estabelece que o novo proprietário Fábio Carvalho, advogado especialista em comprar empresas quebradas, está proibido de, por 20 anos, vender a revista Veja para entidades religiosas ou políticas.

 A campeã Rosa

Foi a gaúcha e silenciosa Rosa Weber a ministra do Supremo que mais recebeu cartas eletrônicas em 2018, filtradas antes – por razões de segurança – pela Central do Cidadão do STF. As 361 correspondências a ela enviadas talvez tenham um mote prioritário: é que Rosa é a relatora do processo que discute a descriminalização do aborto – um tema que desperta interesse paixões.

No ranking, o segundo mais endereçado foi Luiz Fux (301 cartas), quase todas se referindo a ações sobre a greve dos caminhoneiros. Luís Roberto Barroso, em terceiro, recebeu 259 cartas: todas versando sobre o FGTS. Gilmar Mendes, Edson Fachin e Celso de Mello ficaram logo adiante.

Como é fácil de adivinhar, grande número de cartas aborda a... demora nos julgamentos – claro!

Quem quiser se comunicar com os 11 ministros – aliás, com os assessores deles, é claro – ou sugerir ações que visem à melhoria contínua do atendimento ao público, pode acessar o link clicando aqui.

A Central do Cidadão garante que todas as mensagens serão respondidas. Resta conferir a celeridade.

 Elas são 40!

Em gabinete, o presidente do TJRS, desembargador Carlos Eduardo Zietlow Duro, deu posse na última quinta-feira (7) à magistrada Thais Coutinho de Oliveira como nova desembargadora da corte. Ela está na carreira há 28 anos. Assim, o tribunal - integrado por 140 membros - passa a ter 40 mulheres (28,5%).

No ano passado, o primeiro da atual administração, houve três posses e todas foram de desembargadoras: Deborah Coleto Assumpção de Moraes, Vera Lucia Deboni (atual presidente da Ajuris) e Vivian Cristina Angonese Spengler.

Parodiando o canto de Jorge Bem Jor, "elas vêm chegando".


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