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Edição de sexta-feira, 22 de março de 2019.

CCJ da Câmara será comandada pelo filho de “Rambo Curitibano”



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O novo presidente da Comissão de Constituição e Justiça habilitou-se perante a OAB do Paraná em agosto de 2018.

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados será comandada por um parlamentar de 27 de idade e que está em primeiro mandato. É Felipe Francischini, eleito pelo Paraná, ele foi indicado pelo PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro.

A CCJ da Câmara é importante por ser a porta de entrada da reforma da Previdência, principal projeto do governo, no Congresso. Pela CCJ também começa a tramitação de todos os novos projetos de lei.

Felipe é filho do ex-deputado Fernando Francischini, conhecido como “Rambo Curitibano”. O novel deputado é fã de Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara, hoje preso.

Formado em Direito, Fernando foi aprovado no Exame de Ordem em 2018, passando a integrar os quadros da OAB paranaense em agosto - dois meses antes de se eleger deputado estadual no Paraná. É curial concluir que tem pouca prática jurídica no currículo.

Enfim é a política brasileira.

QI – Quem Indica...

O massacre aos professores paranaenses que ocorreu dia 29 de abril de 2015, em frente à Assembleia Legislativa do Paraná, teve como um de seus principais responsáveis Fernando Francischini, então secretário de Segurança Pública do Paraná. Ao lado do governador Beto Richa, ele comandou uma ação que deixou mais de 200 feridos, oito em estado grave.

Desde a ocupação da Alep, ocorrida dois meses antes, o secretário atuou pessoalmente comandando a ação da Polícia Militar do Paraná e elaborou a tática de guerra utilizada pelas forças policiais.

No dia 3 de dezembro de 2004, o governador Beto Richa tinha nomeado o delegado Fernando Francischini para o cargo de secretário de Segurança Pública do Estado do Paraná. Como “currículo”, o “mérito” de ter prendido os traficantes Abadia e Fernandinho Beiramar, grandes chefes do narcotráfico internacional, o que valeu ao cana a pecha de “durão”.

Francischini foi secretário Municipal Antidrogas de Curitiba de 2008 a 2010 e é deputado federal desde 2011. Em 2014, foi o 6º mais votado ao cargo no estado, com 159.569 votos. De lambuja, elegeu deputado estadual seu filho Felipe Francischini, com 35.842 votos.

Ex-PSDB, Francischini – o pai - mudou de partido para o Solidariedade (SD), capitaneado pela Força Sindical. No Legislativo, foi um dos principais nomes de oposição ao governo federal e ao PT, e organizou movimentos que pedem impeachment da presidenta Dilma.

O estereótipo de “xerife” foi uma jogada de marketing que deu certo. O slogan de campanha dos Francischini pai e filho foi “Coragem tem nome. E sobrenome”.

Aos questionamentos da imprensa, responde com frases de efeito como “meu perfil é de lei e ordem”.


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