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Edição de terça-feira , 13 de agosto de 2019.
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A covardia é irmã gêmea da arrogância



Arte Dicio.com.br

Imagem da Matéria

Em uma semana na qual o adversário amargou resultados insuficientes para a sua pretensão maior, veio o Gre-Nal. Como dito e repetido ao longo dos anos, é um confronto cujo resultado arruma ou desarruma a casa. Os Gre-Nais são registrados na história do futebol, em especial no RS onde a polarização é absoluta. Sempre o resultado será consignado no inventário da existência de um e de outro.

Voltando às circunstâncias que arrumam, ou não, a casa, imagina-se que aquele que está em um melhor momento, ou necessitando afirmá-lo, aproveite a oportunidade oferecida estabelecendo, com a vitória, ampliar ou iniciar uma crise no rival.

Desconhecendo o que de todos é sabido, veio a público nada mais nada menos do que o presidente do Internacional, motivado pela bravata ou pela arrogância, anunciar que colocaria em campo os atletas reservas.

O adversário optou pelo mesmo caminho, resultando mitigada a importância do clássico.

Com virose ou sem virose, para mim esse foi o Gre-Nal da covardia e da renúncia. Abdicaram os clubes de se imporem no ambiente regional e, para a história, restou consignada a derrota do Sport Club Internacional.

Sempre defendi que, para alcançar a grandeza, é preciso pensar grande e não ter medo. Aliás, quem de nós esqueceu de alguma partida em que, mesmo diante das imensas dificuldades impostas e de um resultado negativo, reconhecido o esforço dos jogadores, testemunharam a torcida aplaudindo a equipe. Em resumo, é porque no futebol, esporte de embate, não há espaço para a covardia.

Aproveito para registrar a minha satisfação com o jovem Nonato. Revelou ter sangue nas veias, tendo lutado muito. O fato da expulsão pesa menos do que o demonstrado em campo e com a sua irresignação.

A vitória do Internacional importaria em um ambiente de maior confiança na participação na Libertadores e a definitiva virada da gangorra local. Lamento a iniciativa do presidente do clube. Se é fruto do seu pensamento, preocupa-me ainda mais.

Esse episódio me recorda o que ocorreu às vésperas de um outro Gre-Nal quando o Falcão era o nosso treinador. Chegando no vestiário, antes do jogo, Falcão me disse: “O presidente acabou de sair daqui”.

Obviamente perguntei o que queria o Luigi, ao que Falcão respondeu: “Que o time jogue na retranca para não perder por muito”...

Veio o jogo, ganhamos a partida e com ela o campeonato do ano.

No futebol não pode haver covardia, mas se incidir, não pode vir a público pela boca do presidente.


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