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Edição de terça-feira , 16 de abril de 2019.
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Marido canalha: o dentista que, sabendo ser portador de HIV, contaminou a própria esposa



Arte EV sobre imagem Visual Hunt

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 Marido canalha

O STJ julgou na quarta-feira (20) o primeiro recurso especial que envolveu um homem que, ciente de sua condição de saúde, contaminou uma mulher e foi condenado por ilícito civil. Trata de um drama humano de um ex-casal mineiro, com três filhos.

O marido torpe é um dentista que sabia ser portador de HIV. A mulher é uma professora que não foi informada da situação e acabou infectada. Depois houve a separação judicial consensual.

O julgamento superior desta semana confirmou os julgados das instâncias inferiores, estabelecendo uma reparação moral de R$ 120 mil, com correção e juros. O processo, naturalmente, tramita com apropriado segredo de justiça.

 E agora?

Rodrigo Maia - presidente da Câmara Federal, genro de Moreira Franco, preso ontem – não gosta de Sérgio Moro, nem de Marcelo Bretas. Qual será o próximo capítulo?

Menos de uma hora depois da prisão de Temer, vários deputados que esperavam para ser atendidos na residência oficial da presidência da Câmara, foram informados para “voltarem outro dia”. É que Maia suspendeu “tudo”.

A propósito, a Câmara começou a travar a tramitação de pacote anticrime, criado por Sérgio Moro. É que o político presidente da Casa prefere que, por ora, “os deputados se concentrem na reforma da Previdência”.

Não custa repetir rápido, mas bem explicadinho: Maia é casado com a filha de Clara, mulher de Moreira Franco.

 Este é o nível...

As cobranças do ministro Sergio Moro sobre a lenta tramitação do projeto de lei anticrime e a reação irritada do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) - para quem “o funcionário do presidente Bolsonaro estava confundindo as bolas” - revelam o mundo real da política e a que ponto pode chegar a falta de diálogo entre os Poderes na atual conjuntura.

Conforme reportagem na Folha de São Paulo de ontem, “na noite de quarta-feira, Maia também desqualificou o projeto anticrime apresentado por Moro, dizendo que o texto é um ‘copia e cola’ de proposta sobre o mesmo tema que foi apresentada no passado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF”.

[4ja!] “Quentinhas” à mesa

A última aparição pública de Michel Temer, antes de ser preso, foi na terça-feira (19) em São Paulo. Almoçou alegremente no restaurante Parigi, uma das melhores e mais caras mesas da capital paulista, com o empresário Toninho Abdalla. Cumprimentou e foi cumprimentado por vários comensais.

O cardápio ex-presidencial dos próximos dias seguramente será menos consistente e de pouco sabor.

 Os segredos dos celulares

O coronel reformado da Polícia Militar João Baptista Lima Filho, preso pela Operação Descontaminação, tentou esconder dois celulares após a chegada da Polícia Federal à sua casa em São Paulo.

Ele disse aos agentes que “estava passando mal” e sentou no sofá da sala de sua residência. Quando ele se levantou, a PF encontrou os aparelhos embaixo de uma das almofadas do sofá.

A partir de hoje, os dois aparelhos apreendidos serão periciados.


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Sua manifestação será veiculada em nossa próxima edição.

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