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Edição de terça-feira , 13 de agosto de 2019.

No 91º dia do ano, a notícia de que a atuação dos estagiários vai acabar



Charge de Gerson Kauer

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Primeiro de abril é o 91º dia do ano no calendário gregoriano (92º em anos bissextos). Faltam 274 para acabar o ano de 2019. É conhecido como o Dia da Mentira, dia dos tolos, dia da gafe. É uma celebração anual em alguns países europeus e ocidentais, espalhando boatos como formas de assinalar a data.

A história (verdadeira) diz que o dia dos bobos surgiu na França. Desde o começo do século XVI, o Ano Novo era festejado no dia 25 de março, data que marcava a chegada da primavera. As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1º de abril.

Em 1564, depois da adoção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX de França determinou que o ano novo seria comemorado no dia 1º de janeiro. Alguns franceses resistiram à mudança e continuaram a seguir o calendário antigo, pelo qual o ano se iniciaria a 1º de abril. Gozadores passaram então a ridicularizá-los, a enviar presentes esquisitos e convites para festas que não existiam. Essas brincadeiras ficaram conhecidas como ´plaisanteries´.

Em países de língua inglesa o Dia da Mentira costuma ser conhecido como April Fools' Day. Na Itália e na França é chamado respectivamente Pesce d'aprile e Poisson d'avril, literalmente "peixe de abril".

No Brasil, o primeiro de abril começou a ser difundido em Minas Gerais, onde circulou o jornal “A Mentira”, um periódico de vida efêmera, lançado no dia 1º de abril de 1828, com a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida no dia seguinte. “A Mentira” circulou pela última vez a 14 de setembro de 1849, convocando todos os credores para um acerto de contas no dia 1º de abril do ano seguinte, dando como referência um local inexistente.

Entre a população teutófona do sul do Brasil, onde a vasta maioria fala o dialeto alemão-rio-grandense, o primeiro de abril se chama “Der Aprilscherz” (a pegadinha de abril), sendo a vítima chamada de ´Der Narr´ no masculino e ´Die Narrin´ no feminino, aplicando-se frequentemente também os termos Der Dappes e Der Dummkopp (o bobão).

No Brasil, essa popular tradição germânica foi introduzida pelas primeiras levas de imigrantes alemães que se assentaram permanentemente no Rio Grande do Sul a partir de 1824. Segundo a tradição, além de contar mentiras, existe o costume de se enviar uma pessoa desavisada a cumprir tarefas sem fundamento ou levar informações sem nexo para outrem.


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