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Edição de terça-feira , 21 de maio de 2019.
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Os deuses do futebol não gostam dos ruins! E nem de bigodinhos...



Ao ver o jogo do Caxias contra o Internacional, apenas confirmei uma tese antiga: a de que os deuses do futebol, efetivamente, não gostam dos jogadores ruins, medíocres e sem criatividade.

O Caxias poderia ter feito três gols. Mas seus atacantes, especialmente um deles, foram castigados pelos deuses ludopédicos. O deus Ludo não perdoou. E deu a medalha para o goleiro do Inter. Que fechou o gol.

No jogo Vasco x Flamengo, a mesma coisa. O deus Ludo castigou o Vasco com um gol de Arrascaeta aos 48 minutos do segundo tempo. Nenhum time grande pode levar gol ao final por cruzamento. E o castigo maior veio com um ruim: Rossi, ex-Inter, aquele que faz um gol e imita um atirador. Chutou um pênalti bisonhamente para fora. Admito erro na cobrança de um pênalti. Mas não é admissível um chutão errando a vasta goleira.

Outro assunto e na mesma linha deusística. Tenho informações que os deuses ludopedistas (atenção: é ludopedistas e não lulopetistas) não gostam de bigodes de carroceiro. Ou seja: os deuses têm cuidado com a estética. Acham que bigodes de carroceiro podem prejudicar o jogador.

Mais. Parece que os tais bigodes de carroceiro já prejudicaram Lincoln e agora estão com Jean Pierre. A informação mais recente é a de que bigode de carroceiro dá soberba. O jogador acha que é melhor do que é e, assim, esquece de jogar o que sabe. Enfim, como apontou o próprio técnico no finalzinho do jogo – quando Jean Pierre errou feio um cruzamento porque quis inventar – “O cara se acha o cara”.

Pode até ser. Mas vai ter de mostrar. Ele é bom. Muito bom. Mas...

Estudos da Universidade alemã de Scheißwald apontam exatamente para esse caminho. Foram estudados dezenas de jogadores que usavam bigodes verdadeiros e bigodes placebo. Incrível como os que usavam bigodes placebo foram também contaminados pela soberba. Ao final, comportavam-se como os que usavam bigodes verdadeiros.

Uma multinacional que fabrica lâminas de barbear entrou na parada. A referida universidade está fazendo nova pesquisa, com novos voluntários. Agora vai estudar-pesquisar os jogadores com rabo de cavalo. Cinquenta com rabo de cavalo verdadeiros; e cinquenta com rabos de cavalo placebo. Espalharam os jogadores pelo mundo. Um veio para o Grêmio. A ver. Também é bom jogador. Porém, deve aproveitar esta nova chance. Espero que o rabinho-coque não atrapalhe.

As pesquisas vêm mostrando que há uma relação possível entre o modo como o jogador corta o bigode, a barba e o cabelo. Diz-se. Mas ainda não há provas concretas, a não ser, é claro, o caso da pesquisa já concluída da famosa universidade alemã.

Eis o que se apresenta nesta terça feira morna, em que a IVI está enlouquecida com o jogo Inter x River. O jogo do milênio, diz-se. Pesquisas da Universidade Matocagao III, em conjunto com a Shimun University of California, apontam que as manchetes... Bom, deixa pra lá.

Bula: esta coluna deve ser lida com espírito aberto e com o percentual de ironia e sarcasmo no índice 9 (no mínimo). Para os chatos e os que não entendem ironias e sarcasmos e que mandarão e-mails dizendo que tenho preconceito contra bigodes de carroceiro, já respondo: o preconceito existe, sim. Mas só contra o bigode. E nem todo carroceiro usa bigode.


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