Ir para o conteúdo principal

Edição de terça-feira , 13 de agosto de 2019.

A torcida para que o gaúcho Rossal chegue a ministro do TST



Comunicação Social TRT-4

Imagem da Matéria

O Tribunal Superior do Trabalho definiu na quarta-feira (3) a lista tríplice de candidatos para a vaga aberta com a aposentadoria da ministra Maria de Assis Calsing. Foram escolhidos o gaúcho Francisco Rossal de Araújo (do TRT da 4ª Região), o paulista Wilson Fernandes e o carioca Evandro Valadão. Os candidatos foram 15 e os votos, secretos.

A nominata vai agora a Jair Bolsonaro, que indicará um para a vaga, passando depois pela formal sabatina no Senado, antes da nomeação.

O TST teve que fazer quatro escrutínios. Com a votação sempre empatada em 13 a 13, a definição da ordem foi por antiguidade dos candidatos.

A rádio-corredor do TST logo pontuou: “A nossa Corte está dividida entre ministros de esquerda e ministros mais ao centro ou à direita”.

O Espaço Vital complementa: o racha começou durante as discussões sobre a constitucionalidade da terceirização e depois se aprofundou com a reforma trabalhista. É difícil prever o que Bolsonaro fará, de posse da lista.

Frases irreprimíveis

Ontem (4), quando começou a repercutir no RS a inclusão do nome do alegretense Francisco Rossal na lista tríplice, o Espaço Vital pediu a 20 advogados militantes na Justiça do Trabalho que, resumidamente, sintetizassem o conceito do referido magistrado na classe advocatícia.

O editor do saite se comprometeu a não veicular os nomes dos missivistas.

Chegaram 17 das esperadas duas dezenas de respostas. Quinze contêm elogios com frases tipo “O mais preparado do TRT-4”, “Formação consistente”, “Excelente professor”, “Muito inteligente”, “Ingressou jovem na Justiça do Trabalho, inicialmente como servidor”, “Sem dúvidas, para o TST o melhor do trio”, “Um juiz justo”, “Fará bem ao TST”, “Lúcido sempre, não profere decisões carimbadas”.

E por aí, algumas falas quase se igualando.

Duas respostas, porém, destoaram criticamente do contexto acima. Vale lembrar, no ponto, um pensamento de Nelson Rodrigues, o genial escritor brasileiro que tem as mais contundentes tiradas da crônica brasileira: “Toda a unanimidade é burra. E quem pensa com a unanimidade não precisa pensar”.

Em síntese, como disse um ligado estatístico, no final da quinta-feira: “Parece que 88% dos gaúchos estão torcendo por Rossal”.

Que assim seja!


A PALAVRA DO LEITOR

Se você quiser comentar ou esclarecer alguma notícia, disponha deste espaço.
Sua manifestação será veiculada em nossa próxima edição.

Comentários

Banner publicitário

Notícias Relacionadas

Novo presidente do TRF-4 assume exaltando tom conciliador

O desembargador Victor Laus citou o Papa Francisco. "O sumo pontífice defende que construamos pontes, não muros. De modo que a exaltação de ambos os lados, o desrespeito à privacidade e o estímulo às polêmicas sem fim devem ser deixados para trás”. O ministro Sérgio Moro esteve presente. Mas o seu anunciado discurso terminou não ocorrendo.

Arte de Camila Adamoli sobre fotos do YouTube (E) e Allysson Mainieri (D)

Impasse jurisdicional entre juíza e desembargador gaúchos

 

Impasse jurisdicional entre juíza e desembargador gaúchos

No julgamento de um agravo de instrumento contra decisão da magistrada Fabiana Kaspary – por descumprimento de uma decisão da 5ª Câmara Cível do TJRS - o desembargador Jorge do Canto aplicou a ela multa de 20% sobre o valor da causa. A Ajuris e a juíza interpuseram mandado de segurança, requerendo segredo de justiça. Este foi concedido e depois revogado pelo 3º Grupo Cível do tribunal gaúcho. Caso foi decidido anteontem (12) em julgamento de recurso especial. A multa não subsiste. Para o TJRS e o STJ “juiz não pode ser punido com multa do CPC por ato atentatório ao exercício da jurisdição”.

O julgamento da Lava-Jato e/ou Vaza-Jato

Conversas de Moro com procuradores e ação de hackers serão investigadas. A PF vai apurar ataque, enquanto a Corregedoria do MPF abre procedimento sobre a atuação de Deltan Dallagnol. O presidente da OAB gaúcha, Ricardo Breier, em nota, lembrou que a entidade “tem buscado – reiteradamente – a paridade das armas no processo penal”.