Ir para o conteúdo principal

Edição de terça-feira , 13 de agosto de 2019.

Ministro ordena bloqueio de redes sociais e WhatsApp de críticos do STF



O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou na manhã desta terça-feira (16) o bloqueio de contas em redes sociais e do WhatsApp de sete pessoas investigadas por, supostamente, publicarem ofensas contra a Corte. Em decisão sigilosa, o magistrado escreveu que foram verificadas mensagens com “conteúdo de ódio e de subversão da ordem” direcionadas ao STF.

Os suspeitos foram alvos de buscas e apreensões e intimações realizadas pela Polícia Federal, em vários locais, no Distrito Federal, Goiás e em São Paulo.

Nos mandados de busca, o ministro Alexandre de Moraes ordena à Polícia Federal apreender computadores, tablets, celulares e outros dispositivos eletrônicos encontrados nas casas dos suspeitos e que, em momento superior, “colha os depoimentos de todos os alvos da operação”.

As medidas são novos desdobramentos de uma investigação instaurada a pedido do presidente da Corte, ministro Dias Toffolli, em 14 de março. O objetivo é apurar notícias falsas, denunciações caluniosas e ameaças que “atingem a honorabilidade e a segurança do Supremo Tribunal Federal, de seus membros e familiares”.

Uma das postagens que entraram na mira do STF foi publicada por um policial civil do Estado de Goiás com o seguinte teor: “O nosso STF é bolivariano, todos alinhados com os narcotraficantes e corruptos do país. Vai ser a fórceps”.

Em outra mensagem, o suspeito diz: “O Peru fechou a corte suprema do país. Nós também podemos. Pressão total contra o STF”.

O ministro considerou o fato – pelas informações disponíveis - de o envolvido estar “constantemente armado”.

Em outro caso, a pessoa investigada escreveu nas redes sociais que o “STF soltou até traficante” e que “é desanimador o fato de tantos brasileiros ficarem alheios ao que a quadrilha STF vem fazendo contra a nação”.

Alexandre de Moraes avaliou que essas publicações revelam uma “propaganda com o objetivo de alteração da ordem política e social”.

Entre os alvos também está o general da reserva Paulo Chagas. Segundo o ministro do Supremo, ele fez “postagens nas redes sociais de propaganda de processos violentos ou ilegais para a alteração da ordem política e social, com repercussão entre seguidores”.

Moraes referiu na decisão que o “investigado defendeu a criação de um Tribunal de Exceção para julgamentos do Ministros do STF ou mesmo substitui-los”.

__________________________________________________________________________________________
Siga o Espaço Vital no Facebook !

Estamos com perfil novo no Facebook, mais atuante e sempre levando as notícias do meio jurídico, humor e crítica. Aquele anterior perfil a que o leitor se acostumou até 2018, não mais está ativo. Interaja conosco no novo local certo. Siga-nos!

Este é o novo perfil do Espaço Vital no Facebook: clique aqui


A PALAVRA DO LEITOR

Se você quiser comentar ou esclarecer alguma notícia, disponha deste espaço.
Sua manifestação será veiculada em nossa próxima edição.

Comentários

Banner publicitário

Notícias Relacionadas

STJ garante a freiras direito de permanecer com véu na foto da CNH

Caso é oriundo do Paraná, com sentença de procedência de ação civil pública ajuizada pelo MPF. O TRF-4 já tinha decidido que “ofenderia o princípio da razoabilidade impedir as freiras de permanecerem com véu em suas fotos, porque para passaportes e cédulas de identidade, não há esse impedimento”.