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Edição de terça-feira , 05 de julho de 2019.
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Para compensar a dor da perda...



Arte de Camila Adamoli sobre foto Minha Torcida

Imagem da Matéria

Bom, de cara devo dizer o óbvio: mais gostoso que o bicampeonato foi ver a IVI chiar, espernear, dizer impropérios e quejandos.

Explico: a IVI é um fenômeno. Ela é “ontológica”. Dá para “pegar” a sua essência. Ouvindo Diogo Olivier, dá para “ver” essa “essência”. O Rio Grande é diferente até nisso. Nos outros Estados não há “isentos”. Por aqui os há! Há décadas.

Já no início do jogo, vendo que Lomba fazia cera, Diori, o comissário da CIA – Comentaristas Isentos de Arbitragem – dizia: “Lomba só está fazendo o que Paulo Victor fez no Beira Rio”.

Hum, hum. Pior: ninguém lhe perguntou. Mas ele já meteu uma desculpa.

Na hora do pênalti em Cortez, logo Diori e Pedro Ernesto se adiantaram: não fora nada. Nem tinham visto o replay da jogada, mas já sentenciaram. Ficaram fulos com a marcação, demorada, por sinal, por causa do faniquito juiz da comarca, D´Alessandro, e de Odair. O VAR tem esse problema: descontenta do mesmo modo que os árbitros. E Diori e Pedro brigaram com o VAR.

No dia seguinte, principalmente nas diversas rádios, era nítido o azedume dos membros da IVI. Guerrinha, embora não seja da IVI - (para lembrar, quem é colorado explícito não faz parte da IVI, sigla reservada aos “isentos”, donde o nome Imprensa Vermelha Isenta, “talkei”?) - não conseguia esconder seu desgosto já na noite, pós-jogo. Refletiu, mas parece que não adiantou muito.

E o que dizer da seleção do Gauchão? E o craque do campeonato? A IVI escolheu Nico López, que errou o pênalti decisivo. E Paulo Victor - que levou só um gol em todo o campeonato, e defendeu três pênaltis na decisão - perdeu para o jogador que errou. Ora, o craque do certame foi Paulo Victor. Se não ele, Matheuzinho. Simples, pois.

Outra coisa: para quem não valoriza os regionais, vejam os números Brasil a fora. Estádios cheios. Campeonato estadual pode não ser bom. Mas perdê-lo é uma lerda.

Post scriptum - Leio que D´Alessandro quer processar dois meninos da base do Grêmio por ofensas nas redes sociais. Impropérios e ofensas são indesejáveis. Sempre. Mas, porém, contudo, todavia... D´Alessandro não dá bom exemplo quando ofende o árbitro e o bandeirinha, como foi no último Gre-Nal.

Se os árbitros resolverem processar D´Ale, vai faltar Código Penal na parte dos crimes contra a honra. Além, pelo menos é o que pareceu, para dezenas de milhares de pessoas, das ameaças à integridade física dos árbitros. Faz tempo que não se vê alguém peitar árbitros desse modo. Ah, foi no calor do jogo... Bingo. Então, como diria Moro, foi “sobre” (sic) violenta emoção.

Em direito se sabe que, no calor de uma discussão e no entremeio de uma situação de paixão (futebolística) que se põe, o dolo fica afastado.

Então? Vai processar os meninos, mesmo? Sugiro que, antes, examine-se uma coisa prosaica: os requisitos da culpabilidade, que compõem o conceito de crime (imputabilidade, consciência da ilicitude...).

Enfim, vida que segue. Mais uma reflexão e um reflexo do Gre-Nal oo...

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