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Edição de terça-feira , 21 de maio de 2019.
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Sucatas aéreas nos céus brasileiros – como já disse o ex-prefeito José Fortunati



Arte de Camila Adamoli sobre foto Camera Press

Imagem da Matéria

 Aviões chamados de “sucatas” pelo ex-prefeito Fortunati

Recordam de quando o então prefeito José Fortunati (PDT), em janeiro de 2014, definiu como “sucatas” os aviões da American Airlines que faziam a rota direta Porto Alegre-Miami, afinal cancelada a partir de março de 2016?

Pois esse sinônimo de “ferro velho” foi lembrado pelos gaúchos que pretendiam embarcar, no sábado (27), do Galeão a Miami, no voo 904 da mesma empresa.

Só depois de feitos os check-ins dos 274 passageiros, eles foram informados – via painéis eletrônicos - que o voo não partiria no horário de tabela (20h40), mas sim às 23h59. Depois do sumiço prolongado dos atendentes de balcão, novo adiamento: a decolagem seria às 9h da manhã de domingo (28), após empurrada para as 11h. e afinal consumada às 11h41 – um atraso acumulado, assim, de 14h e 1 minuto.

(Sem computar as três horas de antecipado comparecimento ao aeroporto).

Para que pudessem, afinal, voar à Florida, os desprezados passageiros brasileiros tiveram que aguardar a chegada de outra aeronave da American que partiu de Miami para o Rio às 23h45 de sábado, fazendo o voo regular 905. Todos os que tinham conexões perderam-nas e tiveram que ficar mais uma noite em terra firme – dessa vez na Florida.

  Campeã de reclamações

Apesar de sua rotina de gelada afeição pelos clientes brasileiros, a American Airlines, sediada em Fort Worth, Texas, é a maior companhia aérea do mundo em três itens:

1) Por passageiros transportados;

2) Por quantidade de aeronaves (1.579);

3) Por receitas (US$ 44,5 bilhões em 2018).

Também é a segunda maior pelo número de destinos (350), somente atrás da United Airlines, que voa para 373 cidades.

Conforme o brasileiro Reclame Aqui, a American é a empresa aérea estrangeira mais reclamada – apresentando a intrigante média de apenas 50% de reclamações respondidas/ou solucionadas. Parece serem índices praticados por quem tipicamente trata o Brasil como terra de Pindorama.

A propósito, Pindorama (em tupi-guarani pindó-rama ou pindó-retama, "terra/lugar/região das palmeiras") é uma designação pré-cabralina dada a regiões que mais tarde, formariam o Brasil. Para a “rádio-corredor” forense, em 2019, significa “afeição zero”, “terra de tupiniquins”.

Os brasileiros que perderam as conexões e que tiveram que pernoitar em Miami ganharam uma consolação: um voucher de US$ 12 para pagar jantar e breakfast.

  A farra das lagostas

Em linha oposta ao pão-durismo da American Airlines, o Supremo Tribunal Federal brasileiro deixou evidente que está na contramão da austeridade exigida em tempos de vacas magras na economia: abriu na sexta-feira (26) licitação para contratar uma empresa que sirva banquetes aos ilustres ministros togados e seus comensais.

Na farra gastronômica serão gastos R$ 1,1 milhão anuais.

O processo de contratação prevê o fornecimento de 2,8 mil refeições (almoços ou jantares), 180 cafés da manhã, outros 180 brunchs e três tipos de coquetéis para 1.600 pessoas. Lagostas, camarões, carne de galinha da Angola, os melhores champanhes e uísques estão no rol das iguarias. Claro que o dinheiro que será bancado pelo cidadão comum que paga exorbitantes impostos. Mais detalhes, nesta mesma edição, em 123 Já, espaço assinado pelo editor Marco Antonio Birnfeld

A propósito: o leitor quer reclamar contra as refeições faustosas? Procure falar com Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Vai ser difícil, mas não custa tentar.


A PALAVRA DO LEITOR

Se você quiser comentar ou esclarecer alguma notícia, disponha deste espaço.
Sua manifestação será veiculada em nossa próxima edição.

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