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Porto Alegre, terça-feira, 12 de junho de 2021.
(Próxima edição: sexta-feira, 18).

Seis grupos, um cargo



A sucessão de Raquel Dodge no comando da Procuradoria Geral da República será uma das mais concorridas da história. A indefinição sobre como o presidente Bolsonaro fará a escolha anima candidaturas fora da tradicional lista tríplice (esta terá sete concorrentes) que afinal reunirá os três mais votados por todos os integrantes do Ministério Público Federal.

Seis grupos disputam o cargo, incluindo procuradores que provavelmente correrão por fora da tradicional.

Outros detalhes:

1) Raquel Dodge ainda não sinalizou, mas a expectativa é de que ela tentará a recondução;

2) O subprocurador-geral Augusto Aras já lançou sua candidatura de forma avulsa;

3) O chefe do Ministério Público Militar, Jayme de Cássio Miranda também quer ser procurador-geral, contrariando a tradição de nomear um membro do MPF;

4) Dois cotados demonstram alinhamento com Jair Bolsonaro: são Guilherme Schelb, defensor do movimento Escola Sem Partido, e Ailton Benedito, próximo de políticos do PSL;

5) Lembrado em Curitiba, Deltan Dallagnol nega interesse.

6) A atual sub-procuradora-geral da República Luiza Cristina Frischeisen enviou mensagens a colegas de trabalho informando que entrou no páreo da lista tríplice. Ela soltou a novidade às vésperas da desistência de Nicolao Dino, o mais votado da lista de 2016, quando Michel Temer acabou escolhendo Raquel.


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