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Edição de terça-feira , 05 de julho de 2019.
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A vergonha de uma derrota e como “as consequências vêm sempre depois”



Arte de Camila Adamoli sobre foto Camera Press

Imagem da Matéria

Duas frases que resumem o vexame dos 5x4:

· De Rui Barbosa - “Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado!” Ou – numa versão compacta: “Perder é do jogo. Vergonha é outra coisa”.

· Outra frase é do Conselheiro Acácio, caricato personagem de Primo Basílio (Eça de Queiroz): “Para quem derrama ´sapiência´, as consequências vêm sempre depois”.

Bingo. Treina-se pouco, joga-se pouco, cansa-se muito. As consequências vêm...

Bueno, vamos lá.

Dois assuntos que, embora pareçam distantes um do outro, se interpenetram. Falo do fiasco do Grêmio frente ao Fluminense e a “questão” da poupação de jogadores, febre nacional e, mais ainda, regional que abate aos poucos as pretensões de títulos. Muitos times já adoeceram por causa desse vírus.

E quem inoculou o vírus? Simples. A técnica. A dita “ciência” dos fisiologistas. Eles deitam cátedra e os times vão poupando...Poupando e afundando, poupando e afundando (como o corsário alemão – afundando e atirando!).

O Grêmio é um exemplo. Vai poupando e vai perdendo. No ano passado chegou a ser ridículo o ´mimimi poupacional´.

No domingo viu-se que pouparam até o goleiro. Estava cansado. Fora os que entraram com a cabeça na LUA(n), como o próprio Everton, que parece estar com as passagens compradas. Nenhum time grande e que tenha vontade de ganhar deixa virar um jogo em que mete 3x0 em 20 minutos. Mas nem fo...rçando. Nenhum time grande deixa isso acontecer. Perder assim só com muito esforço. É como chumbar na faculdade de direito: só com esforço e pistolão!

E os fisiologistas? Qual é o busílis deles? Já falei aqui no Jus Azul da - chamemos assim - ditadura dos fisiologistas. Não fui suficientemente enfático, talvez. Deixo, agora, um ex-jogador, Fabio Luciano, que jogou no Inter, Corinthians e Flamengo. Ele está em um vídeo que viralizou. Quase 500 mil acessos. Para quem tem preguiça de ver, tive a pachorra de transcrevê-lo. Eis:

“Então assim, a gente é acostumado a isso, [...] eu já falei isso aqui e vou repetir: o atleta profissional ele tem que ser condicionado a jogar de quarta a domingo. Se ele joga só domingo ele é atleta de final de semana. Jogador profissional de futebol é diferente de uma pessoa comum. Ele é um atleta profissional de futebol, preparado e condicionado para isso. Ele tem obrigação de jogar de quarta a domingo. Momentos específicos, jogos específicos, você pode pensar em poupar alguns jogadores; risco de lesão, idade, enfim. (...) Agora o nosso futebol mudou: é muito exame, muita conversa, jogador vive de desculpa. Se perde, tem que empurrar em alguém, e qual a desculpa agora: “Estou cansado”; “Ah, desgastou”.

Então, assim, para mim é conversa furada. Pode fisiologista vir me xingar! Jogador profissional tem que jogar com alto rendimento de quarta a domingo!

Eu quero contratar um jogador de final de semana. Beleza! Vai ganhar o que ganha? Merece ganhar, para ficar a semana inteira treinando e jogar um jogo? Na minha opinião: Não!”

Pronto. Assino junto.

By the way > Maicon. Não dá para ter um atleta que só joga 45 minutos. Se a fisiologia manda tanto, por que o preparo físico está tão ruim?

Até os reservas do Grêmio babaram na gravata jogando contra dez do Inter. Contra o Flu, o time mostrou cansaço. De novo. Falta de treino?

Chamemos o Conselheiro Acácio. Porque as consequências vêm sempre depois.

Acaciano isso, pois não?

A propósito – Vejam o vídeo da ESPN, com o ex-jogador Fabio Luciano, clicando aqui.


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