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Edição de terça-feira , 21 de maio de 2019.
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A surpresa no cardápio da gastronomia oficial do STF



Arte de Camila Adamoli sobre foto de Thames Television e Camera Press

Imagem da Matéria

 Preferências supremas

Lembram da tomada de preços aberta pelo Supremo para a faustosidade gastronômica e etílica para os ministros e seus comensais?

Pois – enquanto Dias Toffoli não recua - as redes sociais continuam criticando o absurdo gasto de R$ 1,2 mi anuais.

Circula aos borbotões uma mensagem com foto em que o comediante inglês Rowan Sebastian Atkinson, o Mister Bean, faz cara de espanto, ao analisar crustáceos e perguntar: “Lagostas, bacalhaus e camarões para o STF brasileiro?”.

O próprio humorista responde: “Pensei que os ministros gostassem apenas de Lula”.

 Moqueca jurídica salgada

A juíza Solange Salgado, da 1ª Vara Federal de Brasília, suspendeu ontem (7) a licitação do STF para o fornecimento de “refeições institucionais”, com alimentos e bebidas. Pela decisão, se a empresa já tiver sido selecionada para prestar o serviço, o contrato deve ser suspenso até o julgamento de mérito da ação. A assessoria de imprensa do STF informou que a Advocacia-Geral União (AGU) vai recorrer.

A “rádio-corredor” do CF-OAB considerou o sobrenome da magistrada para batizar a decisão de “moqueca jurídica salgada”.

A decisão foi tomada em uma ação ajuizada pela deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) contra o edital, publicado em 9 de abril. Constavam do futuro cardápio oficial, bobó de camarão, camarão à baiana, medalhões de lagosta servidas com manteiga queimada, bacalhau a Gomes de Sá, frigideira de siri, moqueca capixaba e baiana, e arroz de pato e alguns dos mais finos vinhos do mundo.

Segundo a juíza, a licitação foi feita para a compra de “produtos alimentícios de alta gastronomia e fornecimento de comidas sofisticadas” (...) “e a lista configura potencial afronta ao princípio da moralidade administrativa, pelo alto valor da contratação e pela qualidade dos produtos exigidos, que destoam substancialmente das típicas refeições consumidas pela grande maioria dos contribuintes brasileiros, os pagadores de impostos”.

Número maldito no Grêmio

O esfriado zagueiro Bressan usava, nos seus últimos meses de atuação no Grêmio, a camiseta de nº 22 – e foi esse número que identificou, afinal, a sua falta de fulgor futebolístico.

Pois não é que o mesmo 22 apareceu às costas da camiseta do goleiro reserva Júlio César, no fiasco de 5 x 4 ante o Fluminense, no domingo?.

Quem sabe o louvado presidente Romildo Bolzan baixa um “decreto gremista” banindo esse azarado numeral de qualquer afinidade com o clube?

Ou, pelo menos, que mande afixá-lo para uso só na camiseta do suposto novo zagueiro Michel. Que de zagueiro não tem nada...

´Bis in idem´ aeronáutico

Continua a desconsideração com que a American Airlines trata passageiros brasileiros.

Lembram da sofrida espera de 14 horas no aeroporto do Galeão, no voo (904) de 27 de abril, aqui comentada?

Pois no voo (905) de retorno de Miami, ao Rio de Janeiro, domingo (5), os 270 passageiros foram submetidos a uma repetida desconsideração: outras 10 horas de atraso para a decolagem. Com direito, mais uma vez, ao econômico voucher de US$ 12 para pagamento de jantar e café-da-manhã.

O ex-prefeito José Fortunati teve razão, ao associar a grande empresa estadunidense à expressão “sucatas aéreas”.

Um chefe para cada dois servidores

Um racha nacional entre os funcionários de elite dos Correios e a direção da estatal está abrindo uma verdadeira caixa-preta. Os principais motivos da divergência são a mudança, pela diretoria, do antigo estatuto para contratação de pessoal e reforma da instituição.

Dados revelados à imprensa mostram, por exemplo, que há um funcionário comissionado (em cargo de chefia) para cada dois servidores.

Em meio a divergências internas, os Correios farão concurso público para contratar 9 mil funcionários. Mas há exatamente a mesma quantidade em licença-médica, além de 4,5 mil aposentados por invalidez.

E tramitam 47 ações na Justiça do Trabalho contra a empresa; a maioria por descumprimento da legislação.

A força da grosseria

Ainda não fez um mês, desde a publicação (11 de abril) da sentença que condenou criminalmente Danilo Gentili por ofensas à deputada Maria do Rosário (PT-RS) e já se diz, em alguns círculos brasilienses, que “o deputado está fazendo do limão, uma limonada”.

É que nos últimos 25 dias o humorista amealhou 147 novos seguidores no Twitter – uma média de, a cada dia, 6.400 novos seguidores. Antes da decisão judicial, os aderentes novos eram 4.700 por dia.


A PALAVRA DO LEITOR

Se você quiser comentar ou esclarecer alguma notícia, disponha deste espaço.
Sua manifestação será veiculada em nossa próxima edição.

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   São: “Grande Sertão: Veredas”, de João Guimarães Rosa; “A Virtude da Raiva”, de Arun Gandhi; “O Alufá Rufino”, de João José Rei.

E mais outros 22.

   Mas a “rádio-corredor” da OAB do Paraná sugere que o ex-presidente seja submetido a uma prova objetiva com 100 perguntas, nos mesmos moldes do Exame de Ordem.

Sucatas aéreas nos céus brasileiros – como já disse o ex-prefeito José Fortunati

 Antes do voo direto do Rio para os EUA, um ´chá-de-banco´ que durou compulsórias 14 horas. Com um prêmio de consolação: um voucher de 12 dólares para que os passageiros que perderam as conexões pudessem pagar o jantar e o café da manhã...

  A grande empresa estadunidense que tem a maior frota do mundo (1.579 aeronaves), trata passageiros brasileiros como se fossem índios tupiniquins.

  Entrementes, o STF abre a licitação para a farra das lagostas.