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Edição de terça-feira , 21 de maio de 2019.
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Os 25 livros lidos por Lula que podem ajudar na progressão da pena



Foto: reprodução publicitária

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  Livros que contam tempo

Atenção para estes títulos e respectivos autores: “Grande Sertão: Veredas”, de João Guimarães Rosa; “A Virtude da Raiva”, de Arun Gandhi; e “O Alufá Rufino”, de João José Rei. Esses são três dos 25 livros que podem ajudar a reduzir o tempo Lula na prisão, em Curitiba.

Depois de ter o sinal verde do próprio ex-presidente para pleitear a progressão de pena, a defesa estuda os meios possíveis para diminuir a permanência do líder petista no cárcere – e a leitura é uma delas.

Os defensores pretendem demonstrar que, a contar de 8 de abril de 2018 (dia imediato ao início do cumprimento da pena), Lula já leu 25 obras e, por isso, pode ter sua pena diminuída em, ao menos, dois meses. A lei permite que o condenado possa reduzir, por trabalho ou estudo, parte do tempo de pena.

Detalhe: Lula terá que apresentar resumos dos livros que leu.

  E se...

Arautos da “rádio-corredor” da OAB do Paraná sugeriram ontem uma “reconvenção estratégica”: que o ex-presidente seja submetido a uma prova objetiva, semelhante à primeira etapa do Exame de Ordem.

Seriam 100 perguntas, justamente sobre os 25 livros lidos.

As questões, preparadas pelo MPF; e as correções, a encargo da juíza federal Carolina Lebbos, que é a responsável pelas decisões sobre a custódia de Lula.

  Os livros da estante de Lula

Segundo pessoas próximas à carceragem da PF em Curitiba, realmente os três livros mencionados estavam sempre próximos do ex-presidente.

  " Grande Sertão: Veredas é um romance experimental modernista, publicado em 1956. Um dos mais importantes livros da literatura brasileira e da literatura lusófona. Um dos seus pontos principais é “o pacto com o demônio”, estabelecendo uma relação de intertexto com a história do personagem Doutor Fausto. A dúvida se o pacto teria se concretizado ou não (afinal, Lúcifer não se faz presente) incomoda o narrador e o leva a questionamentos profundos como a existência do diabo – e, por consequência, de Deus.

Em maio de 2002, o Clube do Livro da Noruega, entidade que congrega editores noruegueses, incluiu “Grande Sertão: Veredas” em sua lista dos cem melhores livros de todos os tempos - único brasileiro entre 100 escritores de 54 países.

   O livro “A Virtude da Raiva” aborda temas universais como a formação da identidade, o gerenciamento da raiva e a depressão. A amizade e a família também ganham a luz dos ensinamentos do maior líder pacifista de nosso tempo.

“Não precisamos ter vergonha da raiva. Ela é algo muito bonito e poderoso que nos leva a agir. Temos que nos envergonhar, se tivermos exagerado a dose” – disse Mahatma Gandhi em uma de dez lições essenciais ensinadas a seu neto Arun.

Este procura mostrar como a compreensão e a luta pela justiça são a resposta, tanto na hora de lidar com questões que parecem prosaicas e cotidianas, quanto frente aos principais problemas que assolam a política mundial.

   Em “Alufá Rufino, há uma abrangente análise do contexto histórico do Brasil e da África no século 19. Nascido no antigo reino africano de Oyó, escravizado na adolescência por um grupo étnico rival, adquirido por traficantes brasileiros e levado para Salvador (BA), o protagonista teve sua biografia dividida pelo oceano.

A vida de Rufino foi plena de aventuras e desventuras. Após conseguir sua alforria, tornou-se cozinheiro assalariado de navios negreiros e, na maturidade, no Recife, alcançou o posto de alufá, guia espiritual da comunidade de negros muçulmanos.

   Post scriptum

Dos três livros acima sintetizados, qual terá sido o preferido do ex-presidente?

E-mails para a redação: 123@espacovital.com.br


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