Ir para o conteúdo principal

Edição de quinta-feira , 17 de outubro de 2019.
https://espacovital.com.br/images/jus_colorada_5.jpg

O racismo e o futebol



Futebol Report

Imagem da Matéria

· Se há algo nojento é o racismo, ainda mais quando é tolerado por aqueles que deveriam adotar medidas punitivas severas.

Ele é antes de tudo, fruto da ignorância e da maldade. Ignorância porque proveniente de pessoas que demonstram um total desconhecimento da história e da ciência biológica, da maldade pela ânsia ofensiva irracional.

Nesta quarta-feira (8), no jogo da Libertadores entre Peñarol e Flamengo, parte da torcida uruguaia, pensando ofender a equipe brasileira, chamava-a de “macacos”. Alguns, mais exaltados no propósito, imitavam com gestos o animal em questão, aliás revelando um talento atávico como é de se esperar.

Pelo que sei, uma vez mais nada fez a Conmebol.

Isso me fez lembrar um episódio ocorrido no Estádio Olímpico, em 2011, defronte às sociais do dono da casa, quando o Zé Roberto aguardava para entrar em campo. Também foi chamado de macaco e também não aconteceu nada, muito embora eu tenha provocado o TJD da FGF.

Há vários outros exemplos desse tipo. Ainda bem que, com orgulho, podemos citá-los sem referir o Colorado.

Bem, todos reconhecem o glorioso papel do Sport Club Internacional na integração esportiva dos negros, até então segregados de algumas agremiações. O internacional é fruto disso, de um início generoso e, por consequência grandioso.

Sempre me questiono quanto a lógica daqueles que entendem que chamar alguém de macaco é ofensivo. Atente-se que no caso da América Latina, a pretensa ofensa independe da condição racial. Somos brasileiros e, portanto para eles, macacos.

O que pensam os ofensores acerca de nossas origens biológicas? Seriam eles fundamentalistas que creem no gênesis, ao ponto de imaginarem que surgimos do barro e de uma escultura divina?

Será que desconhecem minimamente a evolução das espécies e como chegamos ao que somos hoje? Desconhecem que o mais próximo do que somos hoje foi encontrado no Quênia e viveu há 6 milhões de anos? Desconhecem que todos os fósseis mais remotos do homem foram encontrados no que é hoje o continente africano? Desconhecem que evoluímos de animal muito próximo ao macaco?

É uma pena que isso ocorra justamente no esporte. As competições, as modalidades coletivas, a convivência destinada à conquista sempre foram meios para o rompimento de preconceitos abjetos.

Entretanto, para que isso não se repita é fundamental que as autoridades responsáveis pelo futebol adotem uma postura inflexível. Apenas com a punição exemplar do clube ou da agremiação, será possível banir a prática discriminatória.

· Enquanto isso, na vida que segue, está tudo bem para o Internacional na Libertadores. Gostei do resultado do jogo com o River. Serviu para alertar quanto a possibilidade de falhas e para afastar qualquer pensamento ufanista, conhecido como “salto alto”.

É possível sim a conquista do almejado TRI, sem perder de vista a nossa participação no Brasileirão. Não podemos desperdiçar pontos que nos farão falta lá adiante.

Como já disse, essa direção nos deve um título.


A PALAVRA DO LEITOR

Se você quiser comentar ou esclarecer alguma notícia, disponha deste espaço.
Sua manifestação será veiculada em nossa próxima edição.

Comentários

Banner publicitário

Mais artigos do autor

Bruno Alencastro / Google Imagems

   Cai Odair, mas Melo fica!...

 

Cai Odair, mas Melo fica!...

“Já transcorreram mais de dois terços do período total da gestão Medeiros e não ganhamos sequer um Gaúchão.  É preciso banir a politicagem que baliza o comportamento dos dirigentes colorados. Ela é uma ameaça perigosa à eficiência e eficácia do futebol”.

Reprodução Globo Esporte

O fenômeno Flamengo

 

O fenômeno Flamengo

“A boa administração do clube tem reflexos no futebol, resultando que a administração colha resultados. Sobre o jogo de  quarta-feira (25), apenas um comentário: foi pênalti no Guerrero e o nosso prejuízo foi grande”.

Charge de Gerson Kauer

O coronelismo de churrasqueira

 

O coronelismo de churrasqueira

“Logo após a debacle de ontem, o comentarista Mauricio Saraiva, defendeu a manutenção de toda a estrutura do futebol, apontada como concebida pelo ´maior dirigente da história do Internacional, Fernando Carvalho´. Eu penso diferente: deixar o Odair até o final do Brasileirão, quando poderá ser reavaliado, mas mudar o departamento de futebol já!

Pro dia nascer feliz...

 

Pro dia nascer feliz...

“Quarta-feira o Internacional fez o que deveria ter feito: ganhar do Nacional no país, na cidade, e no estádio dele” (...) Mas me ocupo também daquele lamentável fato ocorrido no último Gre-Nal. Um fato que revela a estupidez humana. Chama a atenção que ele tenha ocorrido entre duas mulheres. A agressora, segundo sei, é notória defensora dos direitos femininos”...