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Porto Alegre (RS), terça-feira, 30 de junho de 2020.

O folclórico “Doutor Dovandro”



Montagem meramente ilustrativa do EV sobre Imagem do Blog da EMAGIS

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Por Sérgio Souza de Araújo, ex-escrivão da 7ª Vara Cível de Porto Alegre
sergiosouzaaraujo@gmail.com

Atualmente está em voga, nos meios jurídicos, a palavra suspeição. Sua utilização se dá de modo amiúde em processo de enorme repercussão nacional.

No caso concreto, a arguição de suspeição tem como destinatário o juiz de primeiro grau de jurisdição, o qual, por sua atuação no feito, é ferrenhamente vergastado pela parte ré. Decisão a respeito de tal incidente ainda não foi prolatada pela Corte Suprema.

O episódio me fez lembrar do “Dr. Dovandro”, conhecido e folclórico advogado militante do Foro Central de Porto Alegre nas décadas de 1980 a 2000. Advogado de escassa cultura jurídica, mas, de enorme disposição para o embate, mesmo que este não tivesse qualquer possibilidade de êxito.

A refrega estava no DNA do referido causídico que abusava, modo inadequado, da "incidental de suspeição", em detrimento dos recursos próprios e permitidos pela legislação vigente.

O “Doutor Dovandro” não tinha qualquer receio de arguir a suspeição do juiz, do Ministério Público, do defensor público, dos auxiliares da justiça - escrivão, oficial de justiça, avaliador, perito, etc.

Não me recordo de vê-lo sagrar-se vencedor em nenhuma de suas incabíveis arguições. Mas o homem não desistia, e por isso ficou alcunhado de o "rei da suspeição vazia".


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