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Porto Alegre (RS), terça-feira, 30 de junho de 2020.
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Antes TARDE...LI jogava futebol, agora só é salvo pelo chapabranquismo!



Arte EV sobre foto Camera Press

Imagem da Matéria

Lema de parte da torcida tricolor: “Só o chapabranquismo salva”! Isso. Chapabranquismo, a doença infantil do futebolismo. Essa ideologia futebolística impede depurações, impede uma maior cobrança dos dirigentes quando ocorre um tipo de contratação “tipo Tardelli”, “tipo Rômulo”, “tipo André”, “tipo P. Miranda”.

Fosse em uma empresa privada, Tardelli poderia ser demitido. A diferença é que o caso de Tardeli é mais grave do que a hipótese de um operário se recusar a trabalhar ou não comparecer ao batente.

Sim, o caso Tardelli é diferente, porque um dia de jogo em que são disputados pontos valiosos, vale por quantos dias de trabalho comum? Hein?

No mais, Grêmio e Inter abandonaram o Brasileirão, com o beneplácito da imprensa do Texas-RS, que adora volante que suja o calção e centroavante aipim ou fuçador. Querem mata-mata. Pois é. Futebol raiz.

Ocorre que, logicamente, um dos dois times fez a opção errada. Explico: ambos têm apenas 50% de chances de isso dar certo. Ou seja, um dos dois fez a opção errada, porque ambos não podem ser campões da Copa do Brasil e tampouco da Libertadores. Logo, ao abandonarem o Brasileirão, já de pronto um se lascou. Isso sendo generoso, porque os dois podem se lascar, ao caírem das disputas ou perderem a final das duas Copas mata-mata.

Claro que pode haver a hipótese mágica: cada um dos ´abandonantes´ do Brasileirão ganhar uma das Copas.

Na vida como ela é, quarta-feira tem definições. Jogos perigosos. Imaginem os cenários: Grêmio perde para Bahia; Inter ganha do Palmeiras. Gre-Nal será um inferno para o Grêmio, talvez como nunca tenha sido. Ou Grêmio classifica e Inter sai. Gre-Nal será um inferno para o colorado.

Qualquer dos dois que saia, terá apenas uma bala. A Libertadores. E lá estão leões famintos.

Ser torcedor é, talvez, mais difícil do que ser jogador. Ou do que ser dirigente. Ou não. Mas ainda acho que abandonar o Brasileirão não foi uma boa ideia. Só o tempo dirá se estou certo. Mas, se der tudo errado, a imprensa do “Texas” achará algo de bom na tragédia.

Aliás, como fez Pedro Ernesto, que disse - após a derrota contra o Atlético - que o Inter trouxe coisa boa de Curitiba. Pois é.

Post scriptum: O Jus Azul entra em férias de inverno, até o início de agosto. Mas estarei twittando no @streckgremio.


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