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Edição de terça-feira , 22 de outubro de 2019.
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Pro dia nascer feliz...



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Infelizmente não testemunhei a Montevideo capital da Suíça americana. Sou de outra geração, daquela que exaltava a decadência charmosa e elegante da cidade. Passaram os anos e Montevideo se mantem linda e bem cuidada.

E nós, o que dizer da outrora leal e valorosa Porto Alegre? Um lixo! Pichada, fios caindo dos postes, as praças e as ruas transformadas em um verdadeiro condomínio da miséria.

Quarta-feira o Internacional fez o que deveria ter feito: ganhar do Nacional no país, na cidade, e no estádio dele.

Ufa! Acabou a urucubaca de que não ganhávamos fora de casa. Aliás, na Libertadores, não perdemos uma sequer fora de casa. Meus parabéns a todos: torcida; atletas; comissão técnica e dirigentes. Um passo importante foi dado.

Sei o quanto é difícil jogar com uruguaios e argentinos. Agora, com cautela e humildade, temos que ganhar em casa.

Enfim, acordei na quinta-feira seguinte para ser feliz, não fosse a notícia de que o cônsul do Internacional de Santana do Livramento, ao chegar em casa retornando de Montevideo, foi vítima de um infarto fulminante. Meus sentimentos e solidariedade à família e à imensa legião de colorados de Santana.

Afora esse fato, ao ligar o rádio escutei análises e intermináveis considerações acerca daquele lamentável fato ocorrido no último Gre-Nal. Um fato que por todos os seus aspectos revela a estupidez humana. Chama a atenção que ele tenha ocorrido entre duas mulheres. A agressora, segundo sei, notória defensora dos direitos femininos. Sim, logo ela que agrediu aos empurrões a sua semelhante de gênero.

Além disso, sempre compreendi como atávico ao ser feminino o sentimento de proteção às crianças. Isso não decorre da condição de ser ou não mãe, mas de poder ser. Lá, uma criança foi submetida a ofensas, temor em razão de um gesto irresponsável, prepotente e covarde dos protagonistas.

O episódio me remeteu àquele torcedor colorado, já de idade que, acompanhado do seu filho, ingressou em um trem, no Rio de Janeiro, ostentando a camisa rubra. O vagão estava repleto de torcedores do Fluminense. Ele foi humilhado, ofendido, diminuído ao extremo em sua condição.

Apenas para lembrar, não basta ser teoricamente contra a tortura, é preciso não praticá-la jamais, em nenhuma das suas formas. Submeter alguém ao risco, sem possibilidade de reação à altura é tortura.

A direção do Internacional adotou prontamente as providências necessárias e, com certeza a Comissão de Ética do Conselho adotará outras cabíveis. Só lamento que alguns, intencionalmente, queiram confundir a confusa “antifascista” com a instituição e os seus sócios e torcedores. Episódios iguais a esse ou piores, também foram protagonizados pelo adversário contra torcedores colorados.

O importante é a reação da instituição, punindo os agressores. Mas a torcedora colorada candidata ao Conselho, não é uma desarticulada, uma desinformada, uma despreparada. Pertence a um grupo político com atuação interna no Internacional e, também, a um movimento esquizoide, oportunista e instrumentador, denominado ANTIFASCISTA.

Se quer fazer política, que o faça, mas no partido que integra e não no Internacional. Esse movimento dito ANTIFASCISTA, reúne parlamentares oportunisticamente atraídos eleitoreiramente pela popularidade da agremiação.

Aprendi que a definição decorre da prática e não do rótulo. O fascismo é uma prática oposta aos sentimentos de solidariedade, humanidade e de convivência democrática e generosa entre todos. Diante do ocorrido quem é fascista?

Agora chega de dar holofotes para quem não merece. Vamos festejar e torcer!


A PALAVRA DO LEITOR

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Sua manifestação será veiculada em nossa próxima edição.

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