Ir para o conteúdo principal

Edição de quinta-feira , 17 de outubro de 2019.

“Quero comer filé”



Charge de Gerson Kauer

Imagem da Matéria

Por Carlos Alberto Bencke, advogado (OAB-RS nº 7.968)

O juiz abre a audiência de conciliação – Rudolph de um lado, Meslena de outro – e pergunta: “Vocês mantêm o pedido de divórcio?”

- Eu nem queria, mas ele quer – diz Meslena, apontando para Rudolph. Tudo porque saio às quartas e vou no baile com as amigas e depois durmo na casa delas para não incomodar o sono dele...

Meslena não é nenhum modelo de beleza. Pelo contrário. Cabelos com a raiz esbranquiçada e o resto loiro palha; pernas cambotas; jeito resoluto, apesar da baixa estatura.

Rudolph, bem mais velho, jeito de mecânico, cheirando a graxa patente, óculos de lentes grosas, caladão. E calado fica na audiência.

O juiz anuncia: “Vou decretar o divórcio de vocês!”

Rudolph então surpreende: “Doutor, me desculpe, mas não quero mais me divorciar. Pensei melhor”.

O advogado dele, surpreso, faz a pergunta que não deveria ter feito: “Por que, seu Rudolph?”

O suposto divorciando fala com toda a franqueza:

- Estou velho, não vou conseguir mais uma companheira como ela. Prefiro comer filé com os outros do que carne de pescoço sozinho.

A rádio-corredor forense informou, atualizadamente, na semana passada: “Os dois vivem felizes. Ela continua saindo às quartas, mas volta de madrugada para dormir em casa. E segue servindo filé no almoço e no jantar”...


A PALAVRA DO LEITOR

Se você quiser comentar ou esclarecer alguma notícia, disponha deste espaço.
Sua manifestação será veiculada em nossa próxima edição.

Comentários

Banner publicitário

Notícias Relacionadas

Charge de Gerson Kauer

A insólita arma do crime

 

A insólita arma do crime

O ineditismo de uma ação penal contra um caboclo que ficara esquecido no presídio. A acusação era por tentativa de homicídio: desconfiança (isso mesmo!) de que o réu lançaria uma cobra venenosa “surucucu-pico-de-jaca” contra o delegado de polícia de pequena cidade interiorana.

Charge de Gerson Kauer

Juiz do amor

 

Juiz do amor

Na sustentação oral em recurso derivado de uma ação de alimentos, o advogado suscita a suspeição de um dos magistrados: “O desembargador relator está na quinta esposa, tem cinco filhos, gasta grande parte do seu subsídio com pensões alimentícias”. O magistrado suscitado, então, invoca versos de Ivan Lins: “O amor tem feito coisas...”. O texto é de Carlos Alberto Bencke. (Aproveite para ver e escutar uma das performances do grande artista brasileiro).

Charge de Gerson Kauer

Uma menina especial

 

Uma menina especial

Pouco antes do encerramento da audiência de um processo de família, a agradável surpresa para o juiz: “Tio, posso lhe dar um beijo?” – indagou, sentada à cabeceira da mesa, a linda garota, 6 ou 7 de idade. Em seguida, ela deu a volta correndo pela sala e pregou os lábios na bochecha do magistrado, num beijo estalado e inocente. O texto é do juiz Eduartdo Buzzinari Ribeiro de Sá. 

Charge de Gerson Kauer

A preferência pelo cunhado

 

A preferência pelo cunhado

O caso de Sergipe que está causando perplexidade no STF traz à baila situação parecida ocorrida em cidade do RS. Marido e mulher – casados na conformidade com o Código Civil – acordaram em se divorciar, para que ele ficasse com o irmão dela. “Eu passei a ser provável ímpar personagem do Livro Guinness dos Recordes” – desabafou chorosa a jovem senhora de 32 anos.

Charge de Gerson Kauer

   Processo é muito chato...

 

Processo é muito chato...

O acordo numa ação de alimentos, quando o recalcitrante réu de ação de alimentos é advertido pelo juiz: “Vou-lhe tocar um processo”. A resposta do devedor é imediata: “Doutor, não faça isso... processo eu não quero, pois é muito chato”.

Charge de Gerson Kauer

A ímpia e injusta guerra...

 

A ímpia e injusta guerra...

A propósito da Semana Farroupilha, a bazófia a que foram submetidos um porto-alegrense e sua esposa, por ocasião de um churrasco no Country Club, para homenagear empresários dos EUA que queriam expandir a venda de produtos fumígenos no RS. Quase virou ação indenizatória por dano moral à moda gaúcha.