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Edição de sexta-feira , 13 de setembro de 2019.
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A IVI – Imprensa Vermelha Isenta e o imaginário gaúcho



Há coisas bem gaúchas e gauchescas. Por exemplo, coisas como galpão crioulo (falo do programa de tevê): há duzentos anos são as mesmas pessoas, os mesmos convidados, as mesmas músicas.

A “isenção” para trabalhar na imprensa desportiva também é gauchismo. E as peças são as mesmas há muitos anos. Vai ano, sai ano, e lá vêm os “isentos”.

Também na imprensa não-desportiva há essa “isenção” (argh). Temos uma espécie de IGI (Imprensa Governista Isenta). Engraçado isso. Ouvia pela manhã uma rádio gaúcha e as apresentadoras se esforçavam, a cada minuto, em dizer que, sobre o episódio da ´filhocracia´ de Bolsonaro (nomeação de Eduardo para a embaixada dos ´isteites´), fosse nos governos anteriores, também criticariam.

Ah, bom. Ou seja: “Desculpem-nos por criticar. Mas já avisamos: fosse do outro lado também o faríamos”.

E eu respondo: fosse do “outro lado”, vocês esfolariam o vivente. Mas, viva sempre a isenção.

A tal “isenção” chega às raias do patético, na medida em que gremistas passam a agradar os vermelhos, surgindo uma nova raça: a dos azuis fascinados pelo vermelho. Uma IVI com efeito contrário.

Dentro do território simbólico da IVI, criam-se subcampos temáticos. Um deles é o ´texanismo´, grupo que defende o futebol raiz, dos campos sem grama, do volantão com o calção tapado de barro e de um centroavante grandão que jogue fincado, aipinzado na área.
Quando um setor rebelde, blindado contra a IVI, consegue passar uma tese como a de jogar sem centroavante, é logo castigado. Excluído do grupo.

O ´texas-gauche´ não é fácil. É uma ciência formada nos galpões. Com fogo de chão. Esse imaginário, que sobrevive graças ao Ivismo, apoia qualquer copa mata-mata. Jogar por uma bola. Voltar vivo. Empate é ótimo. Disso nasceu o SINPOF: Sindicato do Pontinho Fora, conjunto de repórteres, radialistas e comentaristas que não sabem matemática.

Explico: Afinal, três empates equivalem a uma vitória. Basta ganhar uma das três partidas e jogar tranquilo as outras duas. Mas jogar por três empates “periga” ganhar um ponto em nove. Mas ser raiz é isso: uma bola e, pronto.

São coisas como essas que levaram os nossos dois grandes times a detestarem-desdenharem (d)o maior campeonato do mundo – o Brasileirão.

Quando isso vai mudar? Talvez quando o galpão crioulo mudar, se me entendem a alegoria e ou a metáfora.

Post scriptum: O Jus Azul entra em férias e volta no dia 3 de setembro. Talkei?

Ah: streckgremio é o twitter da coluna Jus Azul.

Post Scriptum 2: Vi Grêmio x CSA. Jogo bizarro. Somando os salários de Tardelli, Luan, etc. dá várias folhas de pagamento do pobre do CSA.

O que foi Romulo? E Tardelli? E Moura? E Pepê , errando aquele gol?! E a invenção Galhardo?

Recuso-me a assistir, de agora em diante, jogos de um campeonato em que o Grêmio não tem tesão. Precisa de um viagra ludopédico. Tsk Tsk Tsk (significa onomatopeia para mostrar minha frustração ). Ah: ganhamos um ponto, dirão os chapas-brancas. Pois é!...


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