Ir para o conteúdo principal

Edição de terça-feira , 22 de outubro de 2019.
https://espacovital.com.br/images/jus_colorada_5.jpg

O sono dos justos



Arte de Camila Adamoli sobre foto de Ricardo Duarte (Divulgação S.C. Internacional)

Imagem da Matéria

Na última quarta-feira (4) a expectativa reinante no país era de que a Copa do Brasil seria decidida entre os dois grandes clubes do Rio Grande do Sul. Havia considerações de toda a ordem, avaliações de que a tarefa do nosso tradicional adversário era mais amena, facilitada pela sua retrospectiva que inclui a eliminação do Palmeiras e um placar (2x0) mais vantajoso.

O Internacional, além de ter sofrido uma derrota frente ao Flamengo que em muito gerou um certo desânimo, contava com uma vantagem escassa de placar, apenas um gol de vantagem.

Alguns profetas do futebol, afirmavam que o Cruzeiro havia trocado o técnico, contratando Rogério Ceni que, além de ter sido um grande goleiro, seria um motivador inigualável.

Pois bem, veio a noite de quarta-feira, paralisando os gaúchos.

O primeiro enfrentamento às 19h. Inacreditável o que assistimos, pois o que era dado como certo se revelou equivocado. No tempo regulamentar, o resultado indesejável para quem tinha a pretensão de seguir alentando a ideia do Gre-Nal.

Com a definição em pênaltis, veio a tragédia para o rival: eliminação da disputa da Copa do Brasil, incompatível com a insistente qualificação de time copeiro. A partida revelou uma impressionante inferioridade do nosso rival, o que contrariou as previsões mais pessimistas.

Logo depois, um Beira-Rio com 49 mil colorados, todos animados com a preliminar paranaense, mas também apreensivos pelo Cruzeiro que se apresentaria em campo.

O Internacional foi um gigante, sempre embalado pela maior e melhor torcida. Jogadores impecáveis em campo e um ataque cruel. Grande Paolo Guerrero, implacável matador.

O temor anterior à partida era a de que o treinador abdicasse de fustigar o Cruzeiro, preferindo como em outras partidas, uma maior cautela. A melhor técnica preponderou: a melhor forma de não perder é ganhando.

Mas, depois de um sono reparador, depois de acordar e testemunhar as camisetas vermelhas tomando conta das ruas, temos que voltar à realidade, com responsabilidade e humildade. Mais uma vez presenciamos uma lição: arrogância e desconsideração ao adversário, reverte previsões.

Parabéns a todos os que construíram essa grande vitória, tendo a certeza que até a final a condução será precisa e correta!

Eu, apenas um pouco frustrado, pois queria um Gre-Nal e, ao contrário de muitos, não acredito que ele (Gre-Nal), tenha arquitetado preventivamente a “surpreendente” derrota do tradicional adversário.


A PALAVRA DO LEITOR

Se você quiser comentar ou esclarecer alguma notícia, disponha deste espaço.
Sua manifestação será veiculada em nossa próxima edição.

Comentários

Banner publicitário

Mais artigos do autor

Morreu pela boca

“Isso se aplica às situações em que o sujeito fala além da conta, sem ter consciência do que diz, e acaba pagando o preço da irresponsabilidade. Já afirmei que Melo, o eterno vice futebol do Inter - resistente a todos os insucessos - derrubou o Odair sem querer derrubá-lo”.  

Bruno Alencastro / Google Imagems

   Cai Odair, mas Melo fica!...

 

Cai Odair, mas Melo fica!...

“Já transcorreram mais de dois terços do período total da gestão Medeiros e não ganhamos sequer um Gaúchão.  É preciso banir a politicagem que baliza o comportamento dos dirigentes colorados. Ela é uma ameaça perigosa à eficiência e eficácia do futebol”.

Reprodução Globo Esporte

O fenômeno Flamengo

 

O fenômeno Flamengo

“A boa administração do clube tem reflexos no futebol, resultando que a administração colha resultados. Sobre o jogo de  quarta-feira (25), apenas um comentário: foi pênalti no Guerrero e o nosso prejuízo foi grande”.

Charge de Gerson Kauer

O coronelismo de churrasqueira

 

O coronelismo de churrasqueira

“Logo após a debacle de ontem, o comentarista Mauricio Saraiva, defendeu a manutenção de toda a estrutura do futebol, apontada como concebida pelo ´maior dirigente da história do Internacional, Fernando Carvalho´. Eu penso diferente: deixar o Odair até o final do Brasileirão, quando poderá ser reavaliado, mas mudar o departamento de futebol já!

Pro dia nascer feliz...

 

Pro dia nascer feliz...

“Quarta-feira o Internacional fez o que deveria ter feito: ganhar do Nacional no país, na cidade, e no estádio dele” (...) Mas me ocupo também daquele lamentável fato ocorrido no último Gre-Nal. Um fato que revela a estupidez humana. Chama a atenção que ele tenha ocorrido entre duas mulheres. A agressora, segundo sei, é notória defensora dos direitos femininos”...