Ir para o conteúdo principal

Edição de terça-feira ,10 de dezembro de 2019.
https://espacovital.com.br/images/jus_azul_caricatura_2.jpg

Tempestade perfeita para perder uma Copa: juiz + VAR + bruxo



http://cartunistaedra.blogspot.com

Imagem da Matéria

Já escrevi aqui e em vários lugares que o VAR é um álibi para vigaristas e proxenetas do apito. Assim como são alguns princípios que os juristas inventam para transformar o Direito em qualquer coisa (decisionismo), também o VAR veio para isso. De que adianta o VAR, se o árbitro está viciado no olhar?

Já temos uma epistemologia do carnaval, em que o quesito alegorias desclassifica uma escola por 0,1. Mas ainda não sabemos o que é um pênalti? Ah, VAR se afumentar (desculpem-me o trocadilho infame, mas a ocasião exige).

O Grêmio perdeu uma Libertadores e uma Copa do Brasil por causa do árbitro que, mesmo olhando o VAR, cleptou.

Ludocleptismo: eis aí um tipo penal que deveria ser posto em algum código. “Deixar de assinalar infração contra clara evidência técnica do VAR: pena – cobrir o árbitro de pinche e derramar-lhe penas de galinha”.

Mas, cá “entre si”, não foi só por isso que perdemos a Libertadores contra o River em casa e a Copa do Brasil para o Atlético em Curitiba. No primeiro caso, teve o “fator Bressan”, fenômeno que os cientistas ludopédicos não conseguem explicar. No segundo caso, tem o “fator bruxismo”, outro fenômeno que, passa ano, passa década, não é decifrado.

Quanto tempo a torcida (falo da torcida não chapa branca) pede a saída de André? Ora, fosse para ter um centroavante do tipo que o Texas gosta, ficássemos com Jael, o cruel. Ocorre que não se deve optar entre o diabo e a o coisa ruim. Deve haver um meio termo.

Talvez Renato devesse ouvir parte da torcida que sugere outro modelo de jogo, sem centroavante típico. Será que tem de desenhar? Para jogar com centroavante, tem de ter um. O Inter tem. Se não temos um, temos de inventar outro modelo, talvez como no jogo contra o Cruzeiro.

Post scriptum I: assisti ao jogo Sampaio Correia x Zequinha. Houve claro loducleptismo. O Zequinha foi garfado. Um pênalti escandaloso não assinalado. O que levaria um árbitro experiente ser atento a um pênalti que marcou contra o Zequinha e cego a um a favor?

Post scriptum II: impressiona o modo como a IVI da Ipiranga descreveu o jogo do Zequinha. Nem uma palavra sobre o pênalti. Claro: jornalismo isento é isso. Assim como não falou nada do pênalti não assinalado a favor do Grêmio contra o Cruzeiro. Isenção ad hoc: eis o lema.

Post scriptum III: avisei aqui o inferno que será o Rio Grande nos próximos dias face à decisão da Copa do Brasil. A IVI (Imprensa Vermelhíssima Isentíssima) está molhadíssima...


A PALAVRA DO LEITOR

Se você quiser comentar ou esclarecer alguma notícia, disponha deste espaço.
Sua manifestação será veiculada em nossa próxima edição.

Comentários

Banner publicitário

Mais artigos do autor

Arte EV por Marco Antonio Birnfeld e Ana Paula Saldanha

O Grêmio, o Mano e as ´Côôpass´!

 

O Grêmio, o Mano e as ´Côôpass´!

“O Grêmio é maior abandonador de Brasileirões. É uma lenda urbana essa história de que a Copa do Brasil é o melhor atalho. Há uma crise no futebol: o velho não morre (o modelo Felipão, Mano, Argel – Renato está no limbo) e o novo não consegue se impor por causa da resistência do velho, mormente porque este é apoiado pela imprensa que não quer dar o braço a torcer”.

Charge de Gerson Kauer

Vândalos impunes e a IVI sob nova direção

 

Vândalos impunes e a IVI sob nova direção

(1) “Por que os bagunceiros que vão aos estádios para esculhambar, agredir, e até atirar contra o helicóptero da BM, têm seus nomes mantidos em sigilo?” (2) “O novo comandante da IVI da Avenida Ipiranga é Thiago Cerqueira, que se notabilizou por ironizar o Grêmio”.