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Edição de terça-feira , 22 de outubro de 2019.
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Gilmar Mendes, o vice-campeão no Twitter: só se fala nele, ou dele...



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 Juridiquês, filigranas e fetiche

Na sessão de anteontem (2) do Supremo – cheia de ´juridiqueses´ fastidiosos e de filigranas jurídicas advocatícias para alcançar objetivos – o ministro Gilmar Mendes aproveitou o palco para se alongar num tema extra autos de que gosta. Falou mal dos procuradores de Curitiba e do ministro Sergio Moro, a quem acusou de transformadores da prisão preventiva em “instrumento de tortura para obter confissões dos presos”.

Na sequência, o ministro desfechou uma flechada pessoal em que só faltou a carteira de identidade do destinatário: “Quem defende a tortura não pode fazer parte desta Corte”.

A frase alfinetou, nas entrelinhas, a possibilidade de Moro vir a ser indicado por Bolsonaro para uma vaga no STF em 2020 ou 2021.

Quem assistiu, pela tevê, a cansativa transmissão inteira da sessão percebeu que Gilmar deu mais atenção ao Intercept e às acusações extraídas das conversas roubadas dos celulares dos procuradores do que ao caso em si.

No clímax da indignação, ainda insinuou um “fetiche sexual” entre procuradores e juízes da Lava Jato.

 Só se fala nele (ou dele?)

Coincidente pesquisa feita pela Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas mostra que entre os dias 25 de setembro e 1º de outubro – no auge dos ricochetes pela chegada do livro de Rodrigo Janot – o ministro Gilmar Mendes teve 331.039 menções no Twitter. São mais citações nessa rede social do que a maioria dos artistas que se apresentaram no Rock in Rio, nesse mesmo período.

Comparando: a jovem cantora Iza - que fez o maior sucesso no festival e é jurada do “The Voice Brasil” - teve 223.977 menções; Bon Jovi obteve 134.562 citações, menos da metade do magistrado brasileiro.

E, impressionante, o supremo ministro obteve quase cinco vezes mais menções do que a estrondosa Ivete Sangalo que alcançou 79.706.

Gilmar perdeu, na comparação festeira, apenas para o encrenqueiro Drake, que foi a atração principal do primeiro dia do Rock in Rio e chegou a 781.092 citações.

 Desonestidade?

A mais notória frase reprimível da semana foi do presidente do STF, Dias Toffoli, na quarta-feira (2) no Plenário da Corte: “Se não fosse o Supremo, não haveria combate à corrupção no Brasil” – disse ele.

O palavrório continuou: “É uma falácia dizer que esta Corte atua em sentido contrário. É uma desonestidade intelectual”.

 Mais passageiro(s)?...

Há algo estranho no coletivo da Fetranspor – aquela associação dos donos de ônibus no Rio de Janeiro. É que a delação do empresário Lélis Teixeira, justamente ex-presidente da entidade, foi fechada com o ministro Felix Fischer, do STJ.

“Por que no STJ?” – pergunta a “rádio-corredor” da OAB carioca.

Afinal, pela lei, só chegam a aquele “tribunal da cidadania” delações envolvendo pessoas com foro privilegiado, como deputados federais, senadores e desembargadores.

Será que passageiros com foro privilegiado também embarcaram no ônibus endinheirado?


A PALAVRA DO LEITOR

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Sua manifestação será veiculada em nossa próxima edição.

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