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Porto Alegre (RS), terça-feira, 02 de junho de 2020.
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Cai Odair, mas Melo fica!...



Bruno Alencastro / Google Imagems

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Avalio que o Odair chegou muito além do esperado, consideradas as circunstâncias do “não tenho tu, vai tu mesmo”, praticado quando da sua escolha. Ele foi obra do acaso e não do planejado. Estava lá quando o Zago foi contratado, assim como quando contratado o Guto Ferreira. A sua escolha foi residual, pois faltavam poucas rodadas para terminar o campeonato.

Imagino que tenha preponderado a “voz da churrasqueira” na convicção (?) da direção. Assim, pelo método do “não mudar” adotado no Inter ele foi ficando.

Odair ficou e fez um bom trabalho, pois o que faltou não dependia dele: retirar a politicagem do vestiário onde deveria preponderar o futebol. O principal impeditivo sempre foi o seu superior: o vice de futebol e a sua prioridade em suceder Medeiros.

Como as perspectivas de sucesso pela conquista de um título se fizeram presentes, o vice de futebol foi literalmente “mordido pela mosca azul”. Com isso as suas flagrantes limitações vieram à tona como “tronco de enchente”.

Faltou-lhe determinação, capacidade de condução, de mobilização, de dedicação, enfim de obstinação. Assim, testemunhamos as nossas esperanças virarem um nada. Estamos confinados à disputa de uma vaga para a próxima Libertadores.

As consequências da perda da Copa do Brasil foram e serão sentidas por algum tempo no vestiário colorado. Também faltou um dirigente para comandar a reação de superação da frustração.

Após o último milagre da ressureição praticado pelo nosso time, quando cedemos pontuação para um “morto” que saiu da zona do rebaixamento, o vice de futebol abalado, tanto que ameaçado o seu projeto de poder, literalmente perdeu o rumo em suas manifestações. Falou demais, não filtrou o conteúdo, deixando o Odair, sem que esse fosse o seu desejo, “pendurado no pincel”.

Retirou qualquer possibilidade de manutenção do técnico. Sem contar com um “plano b”, Melo - a exemplo de Píffero no episódio Aguirre - criou sem querer, “um fato novo” cuja proporção das consequências saberemos apenas no próximo embate.

Foram tentados remendos, como o plantado pedido dos jogadores para que o técnico ficasse, como a utilização de uma sofrível hermenêutica na interpretação das palavras do desatinado Melo. Não conseguiram.

Odair caiu, muito embora os resultados das enquetes promovidas pelos veículos de comunicação apontassem como desejo maior do torcedor o de ver o Melo “pelas costas”.

Mas de onde viria a perenidade do herdeiro do trono colorado? Ela decorre de um único aspecto: fidelidade incondicional ao reino (visível e invisível). Conhecendo o Internacional e a nefasta hegemonia da situação no Conselho Deliberativo, ouso afirmar para o desespero do torcedor que Melo será o futuro presidente do Internacional, essa é a razão determinante da sua manutenção na direção de futebol.

Já transcorreram mais de dois terços do período total da gestão Medeiros e não ganhamos sequer um Gaúchão.

Melo é um perdedor. É preciso banir a politicagem que baliza o comportamento dos dirigentes colorados. Ela é uma ameaça perigosa à eficiência e eficácia do futebol.


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