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Porto Alegre (RS), terça-feira,
31 de março de 2020.

Cálculo da inflação incluirá aplicativos de transporte e ´streaming´ a partir de 2020



Os novos hábitos de consumo dos brasileiros vão mudar também os dados que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) usa para fazer o cálculo da inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

A partir de janeiro, saem da conta itens cujo peso ficou menor no orçamento das famílias, como aparelhos de DVD, máquinas fotográficas, micro-ondas e liquidificadores. E entram serviços e produtos que ganharam importância na última década, como o transporte por aplicativos, serviços de streaming, tratamento de animais domésticos e macarrão instantâneo (veja a lista completa na tabela abaixo).

As mudanças são resultado dos dados coletados na Pesquisa de Orçamentos Familiares, que mostrou mudanças nos hábitos de consumo, despesas e renda das famílias. A nova estrutura do IPCA vai considerar 377 produtos e serviços, com seis subitens a menos do que a divulgada atualmente.

Pela primeira vez, o grupo transportes será o de maior peso na inflação, representando 20,8% do indicador. O grupo superou alimentação e bebidas, cuja participação caiu de 22% para 19%.

A composição do grupo transporte também mudou. O peso dos gastos com transportes públicos caiu de 4,5% para 3,16%, enquanto o de gastos com veículos próprios ficou em 11,66%. O cálculo também passa a incluir bilhetes de integração de transporte público (0,07% do indicador) e transporte por aplicativo (0,21%).


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