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Edição de sexta-feira ,06 de dezembro de 2019.
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Deu pra ti baixo astral, vou para Santa Catarina, tchau!...



Montagem EV sobre foto Camera Press

Imagem da Matéria

Como nem tudo é futebol e com a convicção de que os caminhos do Internacional já foram traçados por erros, peço licença para refletir acerca de um outro tema.

Sempre nos orgulhamos do jeito gaúcho de ser: destemidos, desbravadores, trabalhadores, sérios e cultos (ao menos acima da média nacional). O Rio Grande foi a terra dos grandes homens públicos, a terra dos presidentes.

A nossa capital, uma espécie de Montevidéu brasileira, foi charmosa, requintada, um centro diversificado de acolhida de nacionalidades e origens culturais. Hoje encontra-se transformada em um lixo.

Não faz muito, indo para Florianópolis testemunhei a significativa diferença entre o que é possível ver antes e depois do Mampituba. Postos de abastecimento, restaurantes, lojas e centros de compras, todos com dimensões impactantes, em plena atividade e crescimento. Chegando na Ilha encontrei um querido amigo que ocupa um lugar de destaque na administração pública. Comentei a minha impressão, ao que retrucou: “Amigo, somos diferentes de vocês. Lá, se abrem uma porta de um negócio, a fiscalização cai em cima e inviabiliza o empreendimento. Aqui, embora nossas façanhas não sirvam de modelo à toda a Terra, deixamos o estabelecimento pegar corpo, crescer e, apenas depois, aí com condições financeiras, acertamos o que eventualmente é devido”.

Veio-me à memória a história de alguns exitosos empresários catarinenses que investiram no Rio Grande do Sul e depararam-se com a irracionalidade das nossas fiscalizações. Muitos deles abandonaram a ideia de aqui ficarem.

Lembram de um fiscal da Receita Federal que “recepcionava ou ainda recepciona” aqueles que chegavam de viagens internacionais no Salgado Filho? Ele sempre fez questão de ser grosseiro, mal-educado e até mesmo abusar do seu parco poder. Escutei-o dizer para uma elegante senhora: “Se eu quiser, te deixo presa aqui até o meio-dia”.

Por força da minha atividade profissional, tomei conhecimento do que anda aprontando um fiscal do trabalho em alguns municípios da fronteira. Acreditem ou não, quando ele implica com alguma empresa, deixando clara essa situação, refaz contas de mais de dez anos, somando centavos de centenas de ex-empregados e aplicando multas escorchantes.

Ele faz questão de ameaçar ao dizer que “se reclamarem dele a situação piorará”, pois se quiser pode virar do avesso uma empresa.

Quantas figuras agem assim aqui no nosso Estado, sempre acobertadas por prerrogativas legais que deveriam ser utilizadas em favor da correta atividade pública? Aqui há o império da má vontade, do empecilho e do emperramento das atividades.

É consequência disso, também, que o nosso Rio Grande do Sul despencou em todos os índices de crescimento econômico. Com certeza alguém dirá: mas somos os mais expressivos no agronegócio. É verdade, mas talvez porque as “OTORIDADES” não sujam os sapatos na lama e nos campos.

Ao menos para exigir a correção disso deveriam servir os parlamentares gaúchos.

A nova lei do abuso de autoridade, Lei nº 13.869, de 5.9.2019, cujo o destino eram aqueles que atuaram na Lava-Jato, pode ser utilizada por todos aqueles que se sentem vítimas desse comportamento.

Ouvi do empresário da fronteira: “Vou para Santa Catarina, tchau!”


A PALAVRA DO LEITOR

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Sua manifestação será veiculada em nossa próxima edição.

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