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Porto Alegre (RS), sexta-feira, 14 de agosto de 2020.
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Vai tarde!



Bruno Alencastro / Google Imagens

Imagem da Matéria

Aqueles que acompanham as minhas manifestações, sabem quantas vezes repeti que o Roberto Melo não contava com as mínimas condições para permanecer no comando do futebol colorado. Apenas a amizade existente entre ele e o Medeiros sustentava a teimosia em tê-lo na vice-presidência de futebol.

Havia um projeto que esbarrava na realidade. O desejo do comando oficial e extraoficial, visível e invisível, existente no Internacional era o de colocá-lo na próxima disputa à presidência do clube.

Sempre respeitei aqueles que com boa-fé, muito embora a indisfarçável incompetência, dedicam o seu tempo em favor do Internacional. Não é fácil: sofrimento, pressão, estresse e envolvimento. Nenhum dirigente idôneo pode ser apedrejado pelo insucesso.

Nesse quesito não há dúvida, a atual direção do Internacional, inclusive aqueles que estão saindo, demonstram idoneidade. Ninguém é obrigado a ter talento, a ter competência e sensibilidade à conjuntura.

Sofrem, pois nem que seja em nome da vaidade - sempre presente no futebol, pelo insucesso - desejam o melhor para o clube ou para si. Repito: excluo os conhecidos e os desconhecidos casos em que preponderam os interesses pessoais (financeiros).

Há muito a direção de futebol do Internacional demonstrou incapacidade. Em três anos, sempre blindada pelo presidente, a direção não revelou capacidade para organizar um time e ganhar um título que fosse. De lembrar que os títulos passaram em branco pelo vestiário.

O imperdoável é a desconsideração e a aparente covardia frente aos fatos.

A terrível derrota que antecedeu a saída de Melo, exigia que ele fosse aos microfones após a partida. A sua função, no tocante aos interesses da comunidade colorada, é pública. Após o encerramento do jogo, Roberto Melo e o seu diretor e, em especial o presidente Medeiros, deixaram a tarefa mais difícil ao Rodrigo Caetano (dirigente empregado).

Foi péssima a manifestação, mas ela decorreu do inesperado da situação, da batata-quente colocada no seu colo.

Pois bem, resgatado o vestiário, pois não poderia continuar refém de mesquinhos desejos políticos, esperamos que rapidamente se refaça. Não há nenhuma dúvida de que o vestiário estava descontrolado e em crise. A postura confusa dos jogadores na partida com o Goiás é prova disso.

Espero que não tenha sido tarde, e que ainda haja tempo para um último e decisivo impulso rumo ao nosso único objetivo restante : disputar a Libertadores.


A PALAVRA DO LEITOR

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