Ir para o conteúdo principal

Porto Alegre (RS), terça-feira, 14 de julho de 2020.

Acredite se puder: liberada a farra das lagostas, patos e vinhos



Charge de Sponholz Arquiteto

Imagem da Matéria

O plenário do Tribunal de Contas da União liberou, na quarta-feira (4), a compra de lagostas, vinhos e outros quitutes – secos e molhados - pelo Supremo Tribunal Federal em licitações realizadas pela Corte máxima do país. No entanto, o TCU fez uma delimitação e entendeu que o cardápio só é compatível em eventos com a participação de pelo menos duas "altas autoridades".

Os ministros do TCU validaram uma licitação de R$ 1,3 milhão para a compra das iguarias. O relator do caso, Luciano Brandão Alves de Souza, entendeu que os valores apresentados pela empresa vencedora da licitação para fornecer os alimentos são "razoáveis".

Conforme seu voto, "de acordo com a natureza dos serviços licitados, o objeto da contratação somente é compatível com a realização de eventos em que estejam presentes pelo menos duas das altas autoridades".

O edital não foi suspenso e a compra dos alimentos poderá ser efetuada. O TCU rejeitou uma ação do Ministério Público, para quem o cardápio colide “com a escassez e a simplicidade dos gêneros alimentícios acessíveis – ou nem isso – à grande parte da população brasileira que ainda sofre com a grave crise econômica que se abateu sobre o País há alguns anos".

Entre os itens previstos no contrato realizado pelo Supremo estão medalhões de lagosta com molho de manteiga queimada, bacalhau à moda Gomes de Sá, frigideira de siri, moqueca, vitelo assado, codornas assadas, carré de cordeiro, medalhões de filé, entre outros alimentos. Não faltará arroz de pato.

A propósito: ´patos´ somos nós, brasileiros, que pagamos a conta a um STF e a um TCU desses.


A PALAVRA DO LEITOR

Se você quiser esclarecer, comentar, detalhar, solicitar correção e/ou acréscimo, etc. sobre alguma publicação feita pelo Espaço Vital, envie sua manifestação.

Notícias Relacionadas

Imagem: Divulgação - Arte: Gerson Kauer

A Excelentíssima Senhora Doutora Prescrição

 

A Excelentíssima Senhora Doutora Prescrição

Um esquema ardiloso envolvendo precatórios, que funcionou de 1990 a 2011. Um inquérito que chegou ao Superior Tribunal de Justiça, em 2012, denunciando advogados, juízes, desembargadores e líderes sindicais. Um processo com 15.700 folhas. Em 2020, no STJ,  o reconhecimento da prescrição. O gáudio dos investigados e a óbvia decepção da sociedade.

Luiz Fux afirma que há uma “sanha de protagonismo judicial”

O ministro avaliou que isso prejudica o STF. Futuro presidente da Corte (assume em setembro), ele complementou que “no Estado Democrático de Direito a instância hegemônica, que tem que resolver os problemas, é o Poder Legislativo”.

Foto: Ascom MP/AP

Desembargador é denunciado por corrupção e lavagem de dinheiro

 

Desembargador é denunciado por corrupção e lavagem de dinheiro

MPF acusa o magistrado - do TJ do Amapá - Manoel de Jesus Ferreira Brito (foto), dois servidores do MP estadual e um empresário. Defesa do desembargador é feita por seu filho, presidente da Seccional da OAB amapaense: “Escolheram o pior momento social para fazer política; poderiam estar cuidando da saúde do povo”.