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Porto Alegre (RS), sexta-feira, 3 de julho de 2020.
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No final da Quarta-Feira de Cinzas, a certeza de mais dois Gre-Nais



Camera Press

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A simbologia de uma Quarta-feira de Cinzas é a do necessário descanso a aqueles que se excederam na folia. No caso do Inter, nada de folia, mas pura superação com muita concentração e suor. Sabíamos que seria difícil, mesmo jogando em casa.

No início o Inter estava organizado em campo, jogando com a ideia de um terceiro zagueiro. Depois, com o desenrolar da partida, fomos literalmente encaixotados pelo Tolima que assumiu o domínio do meio-campo. A partida se assemelhava à anterior: mais posse de bola para o nosso time, mas nada de gol. Mais uma vez os números do jogo revelaram praticamente o dobro de posse de bola, de passes com acerto, etc.

Ao final do primeiro tempo, já nos acréscimos, o gol. A jogada contou com uma brilhante participação do D’Alessandro que permitiu a conclusão do Guerrero. O gol afastou a ansiedade e o nervosismo, apontando para um segundo tempo mais tranquilo.

A substituição ainda no primeiro tempo com a entrada de Marcos Guilherme alterou o esquema de jogo e foi fundamental para melhorar a ofensividade. Ainda não sei se por modéstia, mas ao final do jogo, Coudet entrevistado, atribuiu a substituição de Rodrigo Lindoso por Marcos Guilherme, aos 39 do primeiro tempo, ao acaso. Segundo ele, Lindoso estava doente.

No intervalo não passava pela nossa cabeça o que estava por acontecer, um verdadeiro calvário.

Veio o inimaginável. D’Alessandro, essencial para o comando do ataque foi expulso. Com isso voltou o temor de levar um gol em casa, o chamado gol qualificado que determinaria a necessidade de o Internacional buscar um resultado dificílimo, com um homem a menos.

Uma vez mais a surpresa. A exemplo do Gre-Nal, com um jogador a menos, numericamente inferiorizados perante o adversário, jogamos bem, muito bem.

Há uma inevitável leitura do episódio: o grupo de jogadores está atuando com solidariedade e sob o inegável comando do argentino. Nitidamente todos deram um pouco mais de esforço para compensar a expulsão. Isso é fundamental para a conquista de bons resultados.

Nossas conquistas sempre foram repletas de dificuldades e de superações: pênalti desmarcado, Juliano marcando no último segundo e assim por diante. Lembram?

A parte técnica deve melhorar, o técnico tem que definir o quanto antes a montagem mais equilibrada do time. Mas essa se afigura uma tarefa menor perante a garra e aplicação do time.

Vamos em frente, até mesmo porque - por efeito da classificação de ontem (26), pela primeira vez teremos dois Gre-Nais na Libertadores. Isto é muito bom. É ótimo para o futebol gaúcho e brasileiro.


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