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Porto Alegre (RS), terça-feira, 7 de julho de 2020.
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Coronavírus e as multidões



Chargista Duke - Jornal O Tempo (MG).

Imagem da Matéria

PONTO UM:

Pelas redes sociais o povo que apoia Bolsonaro está sendo convidado/convocado para ir às ruas no próximo dia 15 de março, para manifestações contra grupos políticos que integram o Congresso e membros do STF e para apoio ao presidente.

Manifestações populares fazem parte da democracia. A crítica faz parte da democracia. Se esses movimentos se voltam contra agentes públicos, também fazem parte da democracia até porque nenhum agente público é o poder, mas sim está no poder, independentemente de integrar o Poder Executivo, Legislativo ou Judiciário. Todos, sem exceção, são mandatários do poder do povo.

Se, porém, a movimentação se voltar contra as instituições, aí sim, o caso fica sério e a democracia estará em risco. A independência e harmonia entre os três poderes (art. 2º da CF), mais que o voto, é sustentáculo da democracia. Mas não é sobre a ótica política que se propõe este texto. Mas sim sobre a segurança da saúde do povo brasileiro.

PONTO DOIS:

Queiramos ou não, o coronavírus chegou ao Brasil. Em números não alarmantes, mas chegou. E também o inverno está chegando, período mais propício para a propagação de vírus gripais.

Nos lugares mais atingidos, a exemplo da Itália, até jogos ou campeonatos de futebol foram suspensos. Shows de música também foram adiados. Cuidados nos aeroportos estão sendo tomados. Máscaras de proteção têm seus estoques zerados. Mensagens e torpedos (às vezes ´fakes´, mas nem sempre) estão sendo enviados com avisos de cautelas e cuidados, advertindo sobre o alto grau de transmissão, em especial quando a pessoa infectada espirra ou tosse, espalhando gotículas sobre aqueles que a cercam e também se depositando sobre objetos cujo contato igualmente pode transmitir a doença .

Novos costumes no ato de se cumprimentar - sem apertos de mão ou beijinhos - estão sendo recomendados. Será este o momento de se reunir multidões?

Quem estará ou não infectado nestes grupos, mesmo sem sabê-lo ? Qual a urgência desta manifestação ? Não seria o caso de repensar a proposta?

Aliás, fazê-lo em nome da saúde pública e do bem estar do povo brasileiro, considerando o momento, não seria uma bola dentro? As respostas ficam por conta de cada um, mas certamente multidões e coronavírus não combinam!


A PALAVRA DO LEITOR

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