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Porto Alegre (RS), terça-feira, 30 de junho de 2020.
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Na semana do Dia Internacional da Mulher, ´elas´ já são 769 a mais do que ´eles´ na OAB-RS



Imagem Freepik - Edição: Gerson Kauer

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  Elas em ordem

O gênero feminino vai de passo firme na consolidação da supremacia nas inscrições na OAB-RS. Números oficiais tabulados ontem (5) revelam 86.389 nomes cadastrados; são 43.579 advogadas e 42.810 advogados - a diferença é de 769 e deve chegar aos 1.000, neste andor numérico, até julho.

Um detalhe etário: as advogadas têm o dobro de inscrições na faixa dos 22 aos 25 de idade: são 2.589 a 1.249. Entre os “maduros” - ou “cascudos”, como se diz no futebol - os homens são expressiva maioria nas faixas que começam aos 41 de idade.

Ah! As estagiárias gaúchas há dois anos já são maioria: 801 a 635, atualmente. Mas a OAB não computa as futuras e promissoras advogadas por (jovens) faixas etárias.

 ´O senhor estava vivo?´

O advogado carioca Michel Assef, 75 de idade, esteve na semana passada numa das agências da Caixa Federal na “cidade-maravilhosa-alagada” para fazer a prova de vida que o INSS exige anualmente dos advogados (até aí tudo pertinente). O cidadão saiu com o papelucho no bolso e com a certeza do dever cumprido.

Pois anteontem (4), Michel recebeu um aviso da CEF avisando que - por não ter feito a comprovação no ano passado - ele terá

que comprovar documentalmente que estava vivo em 2019.

 Pois é...

Tem momentos em que a burocracia brasileira se transforma em burro-cracia”.

O conhecido substantivo pode ser definido - conforme bons dicionários - como “excesso de papelada e de exigências que tornam morosos os serviços prestados pelos órgãos públicos e privados”.

Mas a expressão “burrocracia” - com três ´erres´, é claro - não está disponível nos dicionários. Mas deve ser algo como estúpida idiotice.

Vivo em fevereiro em 2020, o advogado cidadão acaso poderia estar enterrado em um cemitério no ano passado?

 Criação perversa

Frase solucionática entreouvida ontem, na rádio-corredor da OAB de Brasília, num grupo de desencantados com os prováveis candidatos à sucessão de Bolsonaro: “Vamos lançar a chapa Dráuzio Varella/Gabigol para concorrer à Presidência em 2022”.

Em seguida, alguém complementou: Gleisi Hoffmann seria a ministra da Casa Civil, em caso de vitória. E o namorado dela, o ex-senador Lindbergh Farias (PT-RJ), poderia optar: o Ministério da Economia, ou a presidência da Caixa Federal.

 Discriminação insensível

O Tribunal Superior do Trabalho determinou a reintegração de um empregado da Brasdril Sociedade de Perfurações Ltda. Ele fora dispensado uma semana depois de retornar de afastamento para tratamento de câncer do reto em estado avançado. Conforme o julgado, “a dispensa foi presumidamente discriminatória”.

Contratado em junho de 2008 como operador de torre, em plataforma de petróleo da Petrobras, na Bacia de Campos (RJ), em maio de 2011, com o diagnóstico da doença, o trabalhador teve de ficar afastado por quase dois anos. Ao retomar suas atividades, em março de 2013, fora demitido. Terá direito aos salários que não foram adimplidos. (RR nº 462-45.2015.5.17.0191).

 Quem casa, quer casa

Esta nota - que bem poderia se enquadrar na série “A Fila Anda” - está na apreciada coluna do jornalista Ancelmo Gois, hoje no jornal O Globo. Diz assim:

“A advogada Adriana Ancelmo pediu de volta o apartamento da Rua Aristides Espinola, onde ela morou com Sergio Cabral, que tinha sido alugado. Metade dos aluguéis vai para ela, a outra metade é depositada em favor da 7ª Vara Criminal Federal, por decisão do juiz. Ela pretende morar lá com o novo namorado.

Aliás, Adriana não é legalmente casada com o ex-governador. Quando eles brigaram, em 2011, divorciaram e nunca voltaram a casar”.


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