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Porto Alegre (RS), terça-feira, 1º de dezembro de 2020.
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Afinal, quem disse em 1962 que “o Brasil não é um país sério” ?



Foto: Associated Press (1969)

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•  Não é bem assim

O jornalista Luiz Edgar de Andrade, 89 anos, ex-produtor do Fantástico e ex-editor-chefe do Jornal Nacional, falecido na semana passada por coronavírus (pelo menos estatisticamente), foi personagem involuntário de uma das mais primeiras fake news - na época não existia este epíteto - da história republicana.

Criara-se em 1962 o hábito de atribuir ao presidente francês Charles de Gaulle (1890-1970), a frase “O Brasil não é um país sério”.

Mas... o então embaixador brasileiro na França, Carlos Alves de Souza, assumiu, em livro, como sendo sua a frase numa conversa com o próprio Luiz Edgar, na época correspondente do Jornal do Brasil, em Paris. E no ano passado, o próprio Edgar, em depoimento para o livro “Memórias da Imprensa Escrita”, de Aziz Ahmed, revelou que tal frase nem chegou a ser publicada no jornal.

E ainda fez um comentário: "Neste 2019 é o que, agora por modismo, se chama hoje de fake news."

•  O termômetro judicial da Covid-19

A revista digital Consultor Jurídico - em parceria com a instituição de educação Finted e a startup Datalawyer Insights - lançou na sexta-feira passada (1º) o Termômetro Covid-19 na Justiça do Trabalho. A plataforma permite a visualização, em tempo real, dos dados dos processos cujas petições iniciais citam “Covid-19”, “coronavírus” ou “pandemia”.

Os números mostram impactos imediatos da epidemia: este ano foram mais de 10 mil novas ações e 9 mil demissões e afastamentos. O valor total das causas já é de R$ 597milhões.

Os dados evidenciam a tendência de que os conflitos entre empregados e empregadores desemboquem cada vez mais no Judiciário.

Para acessar a ferramenta, clique aqui.

• Nova moda pegando

Ampliando a abordagem, imaginem como vai inchar o tamanho da demanda que vem pela frente no Judiciário brasileiro - que, antes da pandemia, já carregava 79,5 milhões de processos.

Um aperitivo: o TJ Rio concedeu liminar ao Grupo Tora, um dos gigantes do setor de logística e transporte de cargas do país, que permite adiar o pagamento todos os tributos cobrados pelo Estado do Rio.

Outro drink: em São Paulo, a lojista Rita Gonçalves de Carvalho Freitas, dona de uma joalheria em São Paulo, obteve tutela antecipada que, por três meses, lhe garante 80% de redução no valor dos aluguéis à locadora JKSL Participações Ltda. (Proc. nº 1004363-06.2020.8.26.0004).

•  Fique em casa!

A juíza Candice Reisswitz, da 6ª Vara do Trabalho de Porto Alegre, concedeu 45 dias de licença remunerada à auxiliar de enfermagem M.B.S., obreira do Hospital Nossa Senhora da Conceição. A tutela antecipada foi concedida depois das informações iniciais do nosocômio.

Segundo a magistrada, “em que pese a extensa e relevante argumentação do reclamado, em especial quanto à necessidade dos seus empregados na atuação hospitalar neste momento pandêmico” - está comprovado que a trabalhadora está infectada pelo vírus da Covid-19.

O julgado pondera que “caso a empregada seja compelida a retornar ao labor sem um novo exame para se ter conhecimento se a contaminação está ativa em seu organismo, facilmente poderá se transformar em vetor da doença, facilitado pelo ambiente hospitalar”. O advogado Thiago Rocha Moyses atua em nome da reclamante. (Proc. nº 0020306-38.2020.5.04.0006).

•  Na real, quem é você?

O deputado federal Alexandre Frota apresentou projeto de lei à Câmara para tentar frear a quantidade de perfis falsos nas redes sociais.

Segundo o projeto, ao criar uma conta em qualquer rede social o novo usuário deverá apresentar um documento oficial com foto ao administrador da plataforma.

Aqueles que já possuem contas terão seis meses para enviar a documentação.


A PALAVRA DO LEITOR

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