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Porto Alegre (RS), terça-feira, 1º de dezembro de 2020.
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As paredes têm ouvidos?



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“As paredes têm ouvidos. Temendo falha na segurança, o STF trocou o sistema para as suas reuniões virtuais. Deixou o Zoom e passou a usar uma ferramenta da Cisco. Isso ocorreu depois que foi noticiado que o Zoom tinha segurança frágil”.

A grande mídia nacional divulgou no domingo (3) a notícia - acima resumida pelo On/Off - repercutindo um acontecimento ocorrido na última quinta-feira (30). Poucos dias antes, a Space X, o Google e a Anvisa já tinham desistido do uso do Zoom internamente, por questões de segurança.

Como os fatores decisivos para a súbita mudança do STF não foram informados, abordo o fato superficialmente aqui, mas comento adiante as ferramentas mais usadas e destacadas, para análise pelos leitores.

Afinal, neste momento tão desafiador para a humanidade, em tempos de isolamento social, têm surgido novos elementos para a comunicação entre as pessoas. E o destaque são as videoconferências por salas virtuais, ou por aplicativos.

Separei as principais e as mais destacadas, apontando seus pontos fortes e fracos, para análise dos leitores.

 Zoom webmeeting

Um dos serviços mais procurados, usados e observados do mundo. É uma ferramenta poderosa, que na versão gratuita libera o uso de até 100 pessoas por 40 minutos; na versão paga pode chegar até 500 pessoas sem limite de tempo.

Como multiplicou seus usuários em mais de 10 vezes durante a pandemia, foi alvo de hackers e teve sua segurança comprometida, com invasões as salas ao vivo e outros problemas de segurança. Era o sistema que o STF usava.

No final de abril houve uma atualização que deu robustez à ferramenta. Além de usar uma senha para acesso (boa dica de segurança), depois de a sala estar completa com as pessoas que participarão da reunião, clique em configurações da reunião nos três pontinhos do canto direito, e após o uso clique em fechar a reunião. Isto fará que ninguém consiga mais entrar na sala (inibe quase por completo a possibilidade de invasão).

• Google Meet

Outra excelente ferramenta, antes disponível somente na versão paga, agora liberada gratuitamente até setembro de 2020, com possibilidade de salas com até 250 participantes sem limite de tempo.

O anfitrião (quem convida para reunião) tem que aprovar cada um que entra, o que acaba dando segurança à sala como um todo.

 Cisco Webmeeting

Ferramenta boa de webconferência desenvolvida pela companhia Cisco, com recursos de segurança bons, mas limitada na versão gratuita.

Muito comum no ambiente corporativo na versão paga. É o sistema que o STF passou a usar.

 Skype/Teams

Uma das ferramentas de conferência da Microsoft, que conta também com o Teams no seu bojo (outra ferramenta). O Skype é gratuito e bem útil para reuniões menores e com muitos usuários em todo mundo. Teams é mais conhecido no universo corporativo, por ser a ferramenta de conferência acoplada ao Office 365.

 WhatsApp/Facebook

Ele lançou possibilidade de reuniões por vídeo, com participação de até oito pessoas, o que foi uma grande possibilidade de ferramenta gratuita e amplamente difundida no mundo. O Facebook (proprietário do WhatsaApp) lançou dentro de seu próprio aplicativo a possibilidade de salas de reuniões similares as outras mencionadas dentro do Messenger, de forma gratuita acoplada à ferramenta (basta usar).

 Jitsi Meet

Para quem gosta de software livre, esta ferramenta é livre, gratuita e muito funcional, com extensões para navegadores (a exemplo do Zoom, Google Meet, etc) e bem estável.

 Enfim

Ferramentas para nos comunicarmos com clientes, amigos, familiares há muitas. Precisamos usar aquela a que melhor nos adaptamos e também, pensando na experiência do cliente, aquela à qual o cliente melhor se adapta também!

>>>>>>
Coloco o meu endereço de e-mail à disposição dos leitores. Comentários, sugestões etc. serão bem-vindos: gustavo@gustavorocha.com


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