Ir para o conteúdo principal

Porto Alegre (RS), sexta-feira, 07 de agosto de 2020.
https://espacovital.com.br/images/jovem_advocacia vermelho.jpg

Como iniciar na nova profissão



Criptofácil

Imagem da Matéria

Durante os cinco anos da Faculdade de Direito, o graduando recebe uma volumosa gama de informações, das diversas áreas do Direito. Na fase preparatória para o Exame de Ordem, do mesmo modo, além de sempre estar aprendendo novos conceitos, ele retoma toda a vida acadêmica, reprisando todas as matérias vencidas na faculdade. Em ambos os períodos, ele acaba por criar mais afinidade por algumas áreas do Direito, além de dificuldades em outras.

Depois de formado e aprovado na Ordem, o jovem advogado passa a viver um dilema interno. Um emaranhado de dúvidas passam a habitar a cabeça do profissional novato. Abrir um escritório próprio ou ser empregado em um escritório de renome?

Iniciar na advocacia atuando como clínico geral (atendendo todas as áreas do direito), ou focar em alguma área específica? Já começar uma pós-graduação após a aprovação na Ordem, visando qualificar o currículo? Ou então voltar as forças para os concursos públicos?

Mas e se continuar somente estudando, sustentar-se de que forma? Que decisão tomar? Pra que lado ir?

Estes são alguns dos questionamentos que todo jovem advogado possui, logo após lograr êxito no Exame de Ordem. Além da própria pressão interna, pessoal e individual de cada um, da busca incessante por respostas, há a coerção e os questionamentos dos familiares, dos amigos e dos colegas de faculdade. A pressão externa, até mesmo involuntária na maioria das vezes, também inquieta, intimida e amedronta o jovem profissional.

No entanto, é preciso agir. Para todas as perguntas e dúvidas, existem variadas respostas. Estas são pessoais, variam do conhecimento, da experiência e primordialmente da vontade de cada um individualmente. O rumo e o destino de sua vida cabem a cada um decidir.

Se sua família possui condições de sustentá-lo e se logo após a aprovação na Ordem você quiser fazer uma especialização, faça! Se você quiser virar um concurseiro, vire! Se quer seguir na vida acadêmica, iniciando um mestrado, depois um doutorado, siga!

Se você precisa trabalhar após a aprovação no exame, encarando o concorrido mercado de trabalho, encare, sem medo! Adquira experiência, como empregado, em um grande escritório! Ou vá adiante! Seja corajoso, abra o seu próprio escritório!

Mas, se você apenas ficar se questionando e não tomar nenhuma dessas possíveis atitudes, ficará para trás, estático e reclamando que nada dá certo.

Saiba, desde já, que o início será difícil. Você terá dificuldades. Terá que lidar com variados problemas das pessoas, em uma sociedade em constante mutação.

Estude o mercado, defina uma área de atuação. Trabalhe na especialidade de maior afinidade. Ou até mesmo seja um clínico geral, não há nenhum problema nisso. Crie e utilize sua rede de contatos na busca por algumas respostas. A troca de experiências com outros colegas e a prática diária de qualquer uma dessas possíveis atitudes, traçará o caminho que melhor lhe convier, preparando-o para a advocacia.

E para todo jovem advogado, que não sabe para qual caminho deve seguir, qualquer rota serve! Cabe somente a você decidir para qual. O caminho escolhido, possivelmente, será extremamente prazeroso e recompensador.


A PALAVRA DO LEITOR

Se você quiser esclarecer, comentar, detalhar, solicitar correção e/ou acréscimo, etc. sobre alguma publicação feita pelo Espaço Vital, envie sua manifestação.

Mais artigos do autor

Imagens: Freepik - Montagem: Gerson Kauer

Luz alta nos Conselhos Profissionais

 

Luz alta nos Conselhos Profissionais

O que o acórdão do TRF-4 que condenou o CREMERS pode estar sinalizando em relação às decisões corporativas, das entidades que congregam médicos, advogados, engenheiros... Inclusive para a própria OAB, onde muitos processos ético-disciplinares não tiveram soluções práticas porque alcançados pela prescrição.