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Porto Alegre (RS), sexta-feira, 10 de julho de 2020.
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O duro e raro “Segredo do meu Turbante”



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 Tragédias do mundo

Vai virar livro brasileiro - com lançamento em agosto - intitulado “O Segredo do meu Turbante”, uma história que revela extremas durezas da vida. Escrito pela jornalista espanhola Agnes Rotger, conta a terrível história da afegã Nadia Ghulam, atuais 35 de idade. Foi sucesso de vendas na Europa e é trazido para o Brasil pela Globo Livros.

Aos 8 anos, Nadia viu a casa onde morava, no Afeganistão, ser destruída por uma bomba, além de ter seu rosto parcialmente deformado pelas lesões causadas pela explosão. Em seguida, ela descobriu que todos os homens de sua família haviam morrido.

Então, Nadia subverteu as leis do talibã e assumiu a identidade de um dos irmãos mortos, para poder trabalhar. E assim foi ao longo de duros 13 anos. Aos 21 de idade, Nadia imigrou para a Espanha, onde vive há 14 anos. Dentro do possível, leva uma vida normal, com as cicatrizes morais que o destino lhe reservou.

Corna velha”

Em matéria de desavenças e ofensas nas redes sociais, a gente ainda não viu tudo. Esta semana, um acórdão da 15ª Câmara Cível do TJ do Rio de Janeiro, trouxe singularidades. O acórdão relata uma briga entre namorados de outrora.

Inconformada com o fim do relacionamento, a “ex” criou um perfil falso no Facebook com o nome de “Amélia” e passou a enviar, para a atual mulher de seu “ex”, fotos íntimas do ex-casal. A ofensora - que também chamou a outra de “corna velha” - foi condenada a pagar reparação moral de R$ 19 mil.

Como diria o provecto jurista Bento de Ozório Sant´Hellena - com a segurança dos seus 89 de idade - “corna velha é do cacete”...

 Crime e castigo

O TJ do Rio manteve o bloqueio dos bens de Cláudio Lopes, bem como o seu afastamento das funções do MP, do ex-procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro. Os bens indisponíveis somam R$ 38,8 milhões.

Lopes - que era ligado à dupla do barulho Sérgio Cabral e Eduardo Cunha - continua recebendo seus salários. É a lei imoral. O Brasil tem que mudar.

 Gases fora de contexto

Segundo o título do portal mato-grossense DM.com.br foi, objetivamente, assim: “Procurador peida e acaba com a sessão no tribunal”. A historinha - acontecida no dia 9 durante um julgamento da Turma de Câmaras Cíveis do TJ de Mato Grosso é contada pelo jornalista Douglas Bucalem:

Por um vacilo, o procurador Paulo Prado esqueceu o microfone ligado - enquanto o advogado Bruno Boaventura estava com a palavra - e peidou. Por duas vezes. O barulho, imediatamente, fez com que o advogado parasse de falar, mas logo voltou e encerrou sua fala constrangido.

Após a tragédia, o procurador solicitou a palavra ao desembargador Márcio Vidal e pediu perdão pela deselegância. “Teve dois momentos que eu me descuidei com o microfone, excelência. Se, por acaso, eu fui deselegante ou causei mal estar, queiram me perdoar, por favor”.

O desembargador Vidal minimizou o fato: “Todos somos seres humanos e estamos exercitando uma nova forma de julgamento”. Em seguida, cautelarmente o magistrado pediu “maior atenção ao microfone; quando terminar de falar, melhor desativá-lo”.

 Juros limitados no comércio

A 3ª Turma do STJ estabeleceu, esta semana, que o comércio varejista não pode estipular, nas suas vendas em prestações, juros remuneratórios superiores a 1% ao mês. O precedente foi fixado em caso oriundo de Minas Gerais e pode ter reflexos nacionais.

Chama a atenção uma frase do acórdão: “A Lei nº. 6.463/1977 não é capaz de ensejar cobrança de juros remuneratórios superiores aos limites de 1% ao mês ou 12% ao ano nos contratos de compra e venda de mercadorias à prestação, uma vez que a possibilidade de pactuação pelas taxas médias de mercado é limitada às instituições financeiras”.

Teoricamente, é uma boa notícia para os consumidores. Resta ver se, na prática, o comando judicial vai virar realidade.(REsp nº 1.720.656).

Leia a íntegra do julgado do STJ.


A PALAVRA DO LEITOR

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