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Porto Alegre (RS), sexta-feira, 07 de agosto de 2020.

Rapapés entre magistrados em Minas Gerais, apesar da pandemia



Foto: FCS.mg.gov.br - Arte EV

Imagem da Matéria

O desembargador Nelson Missias - que encerra o mandato como presidente do TJ de Minas Gerais - será homenageado pelo desembargador Alexandre Victor de Carvalho, recém-empossado presidente do TRE de Minas Gerais. O magistrado que termina o mandato e o magistrado que inicia a gestão têm em comum o fato de serem alvo de apurações que se entrelaçam.
As informações são do jornalista Frederico Vasconcelos, da Folha de SP, em sua coluna Interesse Público, que complementa que haverá duas cerimônias em Belo Horizonte, nesta semana:

“1) Em tempos de pandemia, o TJ-MG reunirá, na quarta-feira (1º), cerca de 220 pessoas num espaço de eventos para a solenidade de posse do novo presidente, desembargador Gilson Soares Lemes.

O colunismo social em Belo Horizonte atribui a Lemes o desejo de ser empossado em cerimônia pública, apesar do avanço do coronavírus em Minas Gerais. Mas a solenidade foi programada pelo tribunal. Ou seja, é uma iniciativa do desembargador Nelson Missias, considerado um magistrado vaidoso.

2) Na véspera, Missias será alvo de homenagem, em videoconferência, a convite do novo presidente do TRE-MG, Victor de Carvalho que é investigado em ação penal que tramita no STJ, denunciado sob a acusação de corrupção passiva.

Por sua vez, como a Folha de SP revelou, a Polícia Federal suspeita que Missias prestou favores ao ex-governador Fernando Pimentel (PT-MG) e seus aliados políticos, pois teria atendido interesses da cúpula do Estado em troca da nomeação, em 2015, da então advogada Alice Birchal para o cargo de desembargadora”.

No episódio relatado no tópico nº 2, o desembargador Carvalho foi acusado de ter solicitado e recebido vantagem indevida em favor de sua mulher e de seu filho, em troca da candidatura da advogada.

A vantagem seria a nomeação da mulher do novo presidente do TRE-MG para um cargo no gabinete da presidência da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, e de seu filho para a vaga antes ocupada por ela. Os dois magistrados negam as acusações, como ficou registrado nas reportagens e posts publicados pelo jornal paulista.

Contraponto

A reportagem da Folha também informou que, procurado, o TJ-MG afirmou – em nota – que “o Palácio das Artes tem capacidade para 2,1 mil pessoas” e que a escolha do local foi feita por ser o único “com capacidade para abrigar em seu interior aproximadamente 220 pessoas respeitando todas as regras de distanciamento”.

Leia a matéria na íntegra, publicada na Folha de São Paulo.


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