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Porto Alegre (RS), terça-feira, 22 de setembro de 2020.

Descontrole, estresse, abuso de autoridade, engano, ou o quê?



Imagem: Divulgação - Arte: EV

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As sessões virtuais nos tribunais continuam a produzir situações de constrangimento país afora. A mais recente foi na quarta-feira (29), na 3ª Câmara do TRT da 12ª Região (SC). A sessão já durava 3 horas e 34 minutos, quando a desembargadora Quézia de Araújo votava em um recurso. O momento era de aparente tranquilidade, quando ela foi interrompida pelo desembargador José Ernesto Manzi, o presidente do colegiado.

De inopino ele disse: “Isso, faz essa carinha de filha da p… que você já vai ver…” .

Em seguida, Manzi percebe a gafe e até coloca a mão na boca, mas é tarde demais. Quinze minutos depois as imagens e o áudio foram chegando timidamente nas redes. A sessão seguiu e o desembargador criticou duramente a advogada, por suposta “litigância de má-fé”.

Mas ontem (30) o vídeo viralizou. De imediato, a OAB de Santa Catarina publicou nota de repúdio contra Manzi. O texto oficial solidariza-se com a advogada Roberta Martins Marinho Vianna Neves que foi vítima do impropério e anuncia “a tomada de medidas cabíveis em relação ao incidente”.

Penduricalhos culturais

O desembargador Manzi não é novo na profissão. Paulista, magistrado de carreira há 30 anos, tem seu currículo oficial exposto no portal do tribunal. propagando que ele é multi graduado: a) Ciências Jurídicas Sociais pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP); b) Filosofia pela UFSC; c) doutorando em Direito Social pela Universidade de Castilla-La Mancha (Espanha); d) mestre em Ciência Jurídica pela Univali.

Mais: José Ernesto Manzi cursou especializações em Direito Administrativo na Universidade de Roma, Processo Civil na Unoesc e Processos Constitucionais, também na universidade espanhola de Castilla-La Mancha. É professor de Direito Processual do Trabalho. Publicou em 2009 a obra “Da fundamentação das decisões judiciais civis e trabalhistas”.

Na gestão passada foi o corregedor-geral do tribunal. E é o atual coordenador do Comitê de Segurança Institucional da corte.

Boas maneiras

A propósito: nestes tempos de “o novo diferente”, as livrarias virtuais anunciam dezenas de livros que (re) ensinam educação e respeito. Um exemplo: o “Manual de Boas Maneiras”, obra do escritor e desenhista Guto Lins, que trata do assunto de forma divertida e criativa.

Ele propõe uma reciclagem de imagens, objetos e regras do bem conviver.

A obra é “para quem, independentemente da idade, preserva um lado criança no jeito de olhar o mundo, ou que - se não preserva - estaria disposto a aprender como conter impulsos e respeitar o próximo”.

VEJA O VÍDEO E OUÇA O PALAVRÃO

 

· Leia a nota conjunta da OAB-SC e da ACAT - Associação Catarinense dos Advogados Trabalhistas

Leia nesta mesma edição do Espaço Vital:

· O desabafo da advogada ofendida

· As explicações do desembargador José Ernesto Manzi


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