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Porto Alegre (RS), terça-feira, 22 de setembro de 2020.
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Estimativa do IBGE diz que já somos quase 211,9 milhões de brasileiros



Imagem: Freepik - Edição EV

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 Meu Brasil brasileiro

O Brasil superou em julho a marca dos 211 milhões de habitantes e se aproxima dos 212 milhões. De acordo com a nova estimativa oficial do IBGE, divulgada ontem (27) às 10h., o país tem precisamente 211.967.070 habitantes. Em julho do ano passado, na última estimativa feita pelo IBGE, os dados oficiais foram de 210.147.125 brasileiros. Um crescimento nominal, assim, de 1,8 milhões de pessoas em 12 meses.

Os novos dados detalham também a população nos estados. Estão no Sudeste as três unidades mais populosas: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, com 46.289.333, 21.292.666 e 17.366.189 habitantes, respectivamente. O trio com menor população está na região Norte: Acre (894.470), Roraima (631.181) e Amapá (861.773).

A Bahia segue como o estado nordestino com o maior contingente populacional: 14.930.634 habitantes. O Distrito Federal conta com 3.055.149 habitantes. O RS tem, estimativamente, 11.428.453. Novas atualizações nacionais - considerando a projeção de óbitos e nascimentos - ocorrem a cada 11 minutos e 46 segundos.

Até pelo menos 2022, o IBGE seguirá atualizando os dados de população brasileira por meio de estimativas. É que o governo abortou a realização do Censo 2020 alegando falta de verbas.

Ué, não dava para cortar ou remanejar parte da grana do fundo partidário?...

 Reação ao desdém

Em grupo de WhatsApp, esta semana, alguns advogados gaúchos receberam mensagem originada em escritório paulista:

“Caro(a) colega, bom dia. Conseguimos seu contato junto a portais de correspondência jurídica na web. Estamos à procura de novos(as) parceiros(as) em sua região. Avalie se pode nos ajudar. Precisamos fazer logo um protocolo junto à comarca de Uruguaiana (RS). Tem algum colega local para nos indicar? Pagamos R$ 30,00. Haveria interesse e disponibilidade?”

Logo pipocaram respostas e reações variadas. Mas o top de ironia partiu de um escritório de Santa Maria (RS): “Dá pra acrescentar na proposta uma carteira de cigarros e uma cerveja litrão? Pode ser até de marcas chinelonas”...

Detalhe: o interessado na busca se excluiu.

 Tarde demais

A sessão de terça-feira (25) do TSE ilustrou o quanto a letargia do sistema judiciário brasileiro é danosa para o país. Durante um dos julgamentos, o ministro Og Fernandes lembrou que as provas do processo justificariam a cassação do réu, mas que era... tarde demais.

Tal constatação foi parte do voto do relator numa ação aberta em 2014 contra Ricardo Coutinho (PSB), que foi governador da Paraíba por dois mandatos: de  janeiro de 2011 a dezembro de 2018.

De lá para cá, Coitinho já respondeu a várias acusações e chegou a ser preso em 2019. Mas está solto, lépido e faceiro.

 É melhor conciliar

O Judiciário brasileiro proferiu 3,9 milhões de sentenças homologatórias de acordos em 2019. Tal quantidade representa 12,5% de todas os julgados proferidos no ano passado. O volume é 6,3% maior do que o de 2018. Os dados são do relatório Justiça em Números 2020, do Conselho Nacional de Justiça, publicado na terça-feira (25). 

Na fase de conhecimento, relativa ao primeiro grau da Justiça comum, 19,6% dos processos foram conciliados. Na fase de execução, o percentual é menor: apenas 6,1%.

A Justiça do Trabalho foi a que mais conciliou: 24% dos casos foram solucionado por meio de acordo; o percentual aumenta para 39% quando é levada em consideração apenas a fase de conhecimento. O TRT da 18ª Região (Goiás) foi o que apresentou o maior índice conciliatório: 31% do total de sentenças.

 A propósito

O ex-presidente (1973/1975; 1978/1981) da OAB gaúcha Justino Vasconcellos, de saudosa memória, costumava dizer que “um razoável acordo é sempre melhor do que manter uma imprevisível - mas sempre demorada - demanda judicial”.

Ele faleceu, aos 90 de idade, em 12 de fevereiro de 2014. Sempre teve sabedoria.

 Livres, mas nem tanto...

A 2ª Seção do STJ manteve decisão que negou à Johnson & Johnson Industrial Ltda. - fabricante da marca de absorventes “Sempre Livre” - a anulação de registro da marca "Seja Livre" obtido pela Aloés Indústria e Comércio Ltda., fabricante carioca concorrente.

A multinacional estadunidense alegava “imitação gráfica, fonética e ideológica” de sua marca.

Em 1º grau, o pedido foi julgado procedente, mas em 2º grau, a sentença foi reformada.  O STJ considerou que “ao longo dos anos diversas outras marcas contendo a expressão ´Livre´ como identificadoras de produtos da mesma espécie mantiveram convivência no mercado, sem causar confusão ao público consumidor".

Assim, os ministros concluíram não haver má-fé no uso da marca "Seja Livre" pela concorrente da “Sempre Livre”. (EREsp nº 1.741.532).

 

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