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Porto Alegre (RS), terça-feira, 22 de setembro de 2020.
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A busca de um empate glorioso contra o Bahia!...



Imagens: Freepik/Google- Montagem: Gerson Kauer

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Bom, quem está a um ponto do Z-4 não pode deitar cátedra de nada. Depois do fiasco do contrato do Thiago Neves e da cláusula de renovação, o que mais há a dizer? Valha-me São Macedônio!

Um dos problemas do Grêmio é a falta de autocrítica e a ausência de crítica interna da torcida. Falo do chapabranquismo, a doença infantil do futebolismo, como já denunciava o ponteiro esquerdo do time da URSS.

Renato é um técnico que usa aquilo que denominei na área jurídica de “target effect” (fator alvo): atira a flecha e depois pinta o alvo. Não erra nunca. Todos podem ver ele atirando a flecha. Mas depois comemoram a flecha fincada com o alvo pintado em volta. Viva, dirão, tal qual um desfile militar na Coreia do Norte exaltando o querido líder, filho do grande líder e neto do grandessíssimo pai dos povos.

Quem não erra, não pode sofrer crítica. Pronto. I rest my case.

Como dissidente “político” da agremiação, posto aqui algumas subversões ao establishment.

1)  Por que o time está sem fôlego?

2)  Por que o time está sem vontade?

3)  Por que de novo Jean Pierre está no estaleiro?

4)  O que está acontecendo com Matheuzinho? Desaprendeu a jogar?

5)  Por que essa preferência do “querido líder” pelos cascudos?

6)  Por que empilhar contratações “mais do mesmo” ou “seis por meia dúzia”?

A fase é tão ruim que o nosso “seis” (Luciano) foi para o São Paulo e lá está fazendo gols em todos os jogos; o “meia dúzia” que veio de lá fez um gol e depois ficou ciscando em roda da área.

Ainda por cima tem uma fake news – a da vinda do Cavani. Que tal? Bom, se fosse verdade e Cavani tivesse visto o jogo de ontem, por certo não viria, mormente vendo os cruzamentos rasteiros para a área.

Um amigo me manda a seguinte mensagem: Não temos substituto para Jean Pierre porque gastaram uma fortuna com Thiago Neves; não tem substituo para Diego Souza; nem para Maicon... Ser gremista é uma montanha russa. Quase campeão brasileiro em 1990, rebaixado em 1991; melhor time do Brasil em 2001, rebaixado em 2004; melhor time do Brasil de 2017 e bom time em 2018-2019, corre perigo de ser rebaixado em 2020.

Pior de tudo: Inter está em primeiro.

Nem vou falar hoje do VAR e dos comentários do grande filósofo-hermeneuta Diori. Sem ânimo!

Post scriptum:

Isto não é discurso “terra arrasada”, acusação que setores do Grêmio fazem a quem crítica de dentro. Não. Esta análise é apenas uma coisa empirista: apenas descrevo o que vejo! Eu, um hermeneuta (portanto, anti-empirista) nunca pensei que diria isto...!


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